Quer saber como vai ser a estreia do surfe nos Jogos Olímpicos?
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Quer saber como vai ser a estreia do surfe nos Jogos Olímpicos?

Parece que agora deu pra entender todos os critérios de classificação para Tóquio-2020

Thiago Blum

25 de janeiro de 2020 | 14h54

Ítalo Ferreira e Gabriel Medina: medalhistas no ISA Games e parceiros nos jogos de Tóquio-2020

Foram dezenas de discussões entre amigos e jornalistas.

Buscas seguidas no Google, sites oficiais e páginas especializadas.

E confesso que depois de debater e ler um pouco de tudo sofre a estreia do surfe nos Jogos Olímpicos, ainda não havia conseguido entender e explicar quais eram todos os critérios de classificação para Tóquio-2020.

Eis que… enfim… a WSL publicou uma longa matéria sobre o caso.

Que me pareceu… aleluia… me pareceu definitiva e esclarecedora.

Então… para compartilhar, vai um resumo da reportagem original.

Tsurigasaki Surfing Beach / Shidashita – palco principal das baterias nos Jogos Olímpicos de 2020

Contagem regressiva
A primeira vez do surfe nos Jogos Olímpicos terá a participação de 40 surfistas. 20 homens e 20 mulheres vão competir em Shidashita Beach, entre os dias 26 de julho e 2 de agosto. 

Surfistas CT que se qualificaram provisoriamente
No masculino, 10 atletas saíram da elite da WSL, a partir dos resultados de 2019. Vale lembrar: aão permitidos no máximo dois representantes de cada país.

São eles:
Italo Ferreira e Gabriel Medina (Brasil)
Jordy Smith (África do Sul)
Kolohe Andino e John John Florence (Estados Unidos)
Jeremy Flores e Michel Bourez (França)
Owen Wright e Julian Wilson (Austrália)
Kanoa Igarashi (Japão)

Caso um deles não possa participar da Olimpíada – devido a lesão ou doença – o próximo surfista de CT com classificação mais alta desse país, será o substituto.

Filipe Toledo (Brasil), Kelly Slater (EUA) e Ryan Callinan (Austrália) são os próximos da fila nesse cenário.

Gabriel Medina e Ítalo Ferreira – dupla brasileira na competição masculina em Tóquio-2020

Na categoria feminina, as oito melhores do ano passado competem nos jogos:

Carissa Moore e Caroline Marks (Estados Unidos)
Stephanie Gilmore e Sally Fitzgibbons (Austrália)
Johanne Defay (França)
Tatiana Weston-Webb e Silvana Lima (Brasil)
Brisa Hennessy (Costa Rica)

Lakey Peterson (EUA) e Nikki Van Dijk (Austrália) são as primeiras suplentes.

Classificados Provisórios ‘Não-CT’
As outras vagas serão determinadas a partir de 3 eventos da ‘International Surfing Association’.

Dois deles – o ‘ISA World Surfing 2019’ e os ‘Jogos Pan-Americanos 2019’ já foram realizados.

E neles, 5 homens e 5 mulheres se classificaram provisoriamente para as Olimpíadas.

Lucca Mesinas (Peru), Billy Stairmand (Nova Zelândia), Frederico Morais (Portugal), Shun Murakami (Japão) e Ramzi Boukhiam (Marrocos), no masculino.

Daniella Rosas (Peru), Anat Lelior (israel), Bianca Buitendag (África do Sul), Ella Williams (Nova Zelândia) e Shino Matsuda (Japão), no feminino.

El Sunzal / El Salvador – palco do ISA Games 2020

Por que provisório?
Pois é… a própria WSL alerta: “você ouvirá muito essa palavra”.

Os surfistas já citados, estão apenas provisoriamente com as vagas.

Por quê?

O evento final – e obrigatório – de qualificação, os Jogos Mundiais de Surf ISA 2020 – será realizado de 9 a 17 de maio em Surf City, El Salvador.

Torneio que está no topo da hierarquia de classificação.

Nele, os 5 primeiros homens e as 7 primeiras mulheres elegíveis irão carimbar o passaporte para Tóquio.

Explicando: a única maneira de um dos surfistas garantidos provisoriamente nos eventos de 2019 poder ficar de fora da disputa, é se dois de seus compatriotas conseguirem vagas em El Salvador.

Por exemplo, se dois surfistas portugueses terminarem em 1º e 2º lugares por lá Frederico Morais perde o seu lugar.

Uma combinação improvável, mas possível.

Os melhores estarão em El Salvador
Vale a pena lembrar que todos os surfistas CT poderão competir nos Jogos Mundiais ISA 2020.

Garantia de alto nível de comprometimento e desempenho para o pointbreak de El Sunzal, onde o evento será realizado.

Assim que o ISA 2020 for concluído, vamos conhecer a composição exata dos dois campos de 20 atletas. Aí, só casos de lesão mudam a lista.

40 surfistas prontos para fazer história.

Mas o que eles podem esperar das ondas no Japão?

A instalação
Shidashita Beach, ou “Shida”, está localizada a apenas 64 km a leste de Tóquio, na costa do Pacífico da província de Chiba.

Uma quebra-mar forte com sua qualidade, principalmente devido a uma série de molhes na praia que criam bancos de areia consistentes.

Chiba já recebeu diversos campeonatos de nível profissional ao longo dos anos.

Inclusive uma histórica vitória do havaiano e já falecido Andy Irons sobre Kelly Slater, em condições épicas em 2005, auge da rivalidade dos super campeões.

Sonho de tufão
“Identificamos ondas médias em Shida durante as datas da competição olímpica”, escreveu o meteorologista-chefe da Surfline, Mark Willis, depois de analisar uma década de dados. “Além disso, a tendência é que elas fiquem maiores e melhores à medida que cresçam as chances de tufões na região”.

Com certeza, o surfe é o único dos 33 esportes da Olimpíada que espera por uma tempestade.

Não vejo a hora da primeira sirene soando nas areias japonesas.

Que os jogos comecem!!!!!!

Faltam só 180 dias!!!!

por @thiago_blum

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