Reta final do QS – 1º capítulo
As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Reta final do QS – 1º capítulo

Em 3º no geral, Alex Ribeiro está com um pé no retorno à elite

Thiago Blum

05 de novembro de 2019 | 20h45

Alex Ribeiro – foto: WSL

Mais de 50 eventos.

Para tudo, como sempre, terminar e ser definido no Havaí.

Verdadeiras batalhas marcam circuito mundial da divisão de acesso.

Atletas dão várias ao volta ao mundo na temporada.

De olhos, corpo e alma voltados para a classificação para o WCT, o ‘Tour dos Sonhos’ da World Surf League.

Centenas de candidatos. Mas apenas 10 vagas.

O Brasil, claro, está na linha de frente.

Alex Ribeiro – foto: WSL

A uma semana do início da Tríplice Coroa Havaiana – que abriga as duas últimas etapas Prime do calendário, valendo 10 mil pontos para o campeão – 6 representantes do time verde e amarelo estão dentro da lista de classificação.

4 deles nas primeiras posições, todos com experiência do circuito mais importante.

Jadson André e Yago Dora estão lá e vão ficar.

Alex Ribeiro e Miguel Pupo estão voltando.

Alex Ribeiro – foto: WSL

Alex só disputou uma temporada completa na elite, sofreu com lesões e não teve o desempenho que esperava.

Agora, ele conta os dias para 2020.

“Você não pode buscar resultado no Havaí. São dois eventos em ondas completamente diferentes do que você compete o ano inteiro. Estou 99% garantido e quero chegar lá e aumentar meus desafio, quero evoluir bastante e conseguir um bom resultado. Sem pressão, chegar lá tranquilo e vamos com tudo”.

Como trabalhar a cabeça com o retorno praticamente garantido?

Foi um ano muito gratificante. Me dediquei muito, os resultados vieram desde o começo do ano e vi que o trabalho estava no caminho certo. Meu foco era chegar no Havaí com 18 mil pontos e ultrapassei minha meta, chego com 21.580. Então… tranquilo, é focar e buscar a vaga.

Que ensinamentos teve em 2016 que vai levar para o ano que vem?

Tô vindo com a cabeça melhor,  foi uma experiência muito boa. Competi várias vezes com o tendão machucado, médico pediu para ficar 3 meses parado, mas eu passei do limite e disputei baterias com muita dor. Estou muito mais disciplinado nos meus objetivos e espero mostrar o meu surfe.

Alex Ribeiro – foto: WSL

O domínio brasileiro no cenário mundial é uma pressão a mais?

A evolução do surfe brasileiro é nítido, um puxando o nível do outro. É gratificante ver a galera que a gente competia na base aí disputando títulos mundiais. A gente faz parte disso.

Falando nisso, quem fatura o mundial em Pipeline?

São 3 atletas com bastante potencial naquela condição. O Gabriel é o que está um pouquinho além, sempre consegue fazer resultado e já venceu a etapa. Queria ver o Filipe ou o Ítalo vencendo, o Gabriel já tem o título mundial, um cara que vai disputar todos os anos, com um nível que não tem o que falar.  Vai ser irado também se ele for tricampeão. O que vencer vou ficar feliz e vai ser bem legal assistir da areia ali.

por @thiago_blum

entrevista por @mauferreirajr

 

Tendências: