Top 10!!!
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Top 10!!!

Hora de lembrar momentos marcantes da temporada 2019 da WSL

Thiago Blum

26 de dezembro de 2019 | 21h58

Ítalo Ferreira – campeão mundial de 2019 da WSL

2019 acabou, mas as competições não saem da cabeça.

Um ano que começou e terminou com festa brasileira… mas especificamente deste cara aí da foto, que viveu momentos incríveis e entrou para a seleta lista dos campeões mundiais.

Separei 10 momentos que resumem e explicam a temporada.

Muitos deles, é claro, protagonizados pelo potiguar Ítalo Ferreira.

Pra facilitar, a lista vai no cronológico.

10. Big swell na Austrália

A etapa de Bells Beach é a mais tradicional do tour, e também uma das mais cobiçadas pelos surfistas.

Quando o mar sobe então, é show na certa.

De 17 a 27 de abril, homens e mulheres tiveram motivos de sobra para fazer a linha completa numa das direitas mais famosas do mundo.

Um swell monstro, que arrastou o então líder do ranking Ítalo Ferreira por vários metros depois de um wipe-out.

E que terminou com o havaiano John John Florence tocando o desejado sino.

Filipe Toledo fez bonito e terminou em 2º.

9. Primeira do Japão

A Ásia já faz parte do circuito mundial há várias décadas.

E a terra do sol nascente sempre andou lado a lado com as principais associações do esporte.

Mas faltava um representante na elite.

Sempre regular, Kanoa Igarashi já está no ‘Dream Tour’ há alguns anos. Mas só trocou a bandeira na manga da lycra – dos Estados Unidos pela de seu país de origem – em 2018.

A recompensa veio em Keramas, na Indonésia.

Na decisão, Kanoa venceu Jeremy Flores e se tornou o primeiro japonês campeão de uma etapa da principal divisão.

8. Tri de Filipinho no Brasil

Todo ano é assim, como nesta foto.

Praia lotada e muita loucura na etapa brasileira, independentemente do local.

Saquarema foi de novo o palco em 2019.

E as ondas da Barrinha, mais uma vez bombaram.

Filipe Toledo domou as direitas, entubou e rasgou como ninguém e ergueu o troféu em casa pela 3ª vez na carreira.

7. Decisão de goofys em J-Bay

A etapa da África do Sul é dominada pelos regulares – aqueles que surfam com o pé esquerdo na frente da prancha.

Mas a dupla Gabriel Medina e Ítalo Ferreira atropelou a longa escrita.

Desde o australiano Mark Occhilupo em 1984, um atleta goofy – que coloca o pé direito na frente – não vencia na clássica Jeffreys Bay.

Medina foi o campeão… mas se ele não levasse, Ítalo seria o dono da quebra do tabu de 35 anos.

Uma final histórica… prévia do encontro que teriam no final da temporada.

6. Dobradinha back to back na piscina

O pódio 100% brasileiro em Jeffreys Bay pode até ser considerado uma surpresa.

Mas quando o assunto é a piscina do Surf Ranch, os lugares mais altos tem lugares cativos.

Gabriel Medina e Filipe Toledo não se abalaram com a pressão do favoritismo.

Deitaram e rolaram, como sempre fazem no parque de diversões mais famoso do surfe mundial.

E repetiram o resultado do ano passado: GM em 1º, Filipinho vice.

Uma barbada na água doce.

5. Festa 100% francesa

Todos adoram competir na França.

Ondas de excelente qualidade, em fundo de areia… pertinho do público.

Ser campeão ali é um privilégio para quem gosta do contato direto com a torcida.

Uma emoção que o maior ídolo do país ainda não tinha sequer chegado perto.

Mas em 2019, o mar de Hossegor procurou Jeremy Flores.

Todas as baterias eram equilibradas, menos quando ele estava ma água.

JF pegou os tubos que ninguém encontrou, bateu Ítalo Ferreira na final e fez uma festa poucas vezes vista no Velho Continente.

Santo de casa fez milagre.

4. Arrancada europeia

Ele chegou na Europa praticamente ‘descartado’ da corrida pelo título mundial.

Aí, meus amigos, o cara botou o pé no acelerador, voou baixo nos 2 eventos realizados por lá.

Foi vice na França e campeão em Portugal.

Assumiu a liderança, vestiu a lycra amarela… e não largou mais.

A perna europeia teve um dono: Ítalo Ferreira.

3. Um campeão intruso, mas querido

O World Qualifying Series – circuito da divisão de acesso – foi dominado pelos brasileiros durante quase toda a temporada.

5 dos 10 melhores da classificação fazem parte do time verde e amarelo.

Mas o campeão… é português.

Frederico Morais é amigo da turma brasileira.

E se intrometeu em mais uma festa tupiniquim.

A tacada final para o título foi a conquista do ‘Hawaiian Pro’, etapa prime valendo 10 mil pontos, disputada em Haleiwa.

2. 10 perfeito do maior de todos

Se não brilhar em Pipeline, não pode fazer parte do rol dos melhores.

Mas tem que tirar 10.

Aos 47 anos, Kelly Slater surfou no último evento do ano com a mesma categoria de 1994, 96, 2000… 2010… como sempre.

E fez a única nota perfeita do ‘Pipe Masters’.

Essa vale vídeo.

Se delicie com a façanha e a comemoração do careca.

De quebra, KS faturou a ‘Tríplice Coroa Havaiana’ pela 3ª vez na carreira.

Afinal de contas, ninguém é 11 vezes campeão do mundo por acaso.

1. Final das finais

Uma bateria valendo o ano todo.

40 minutos com apenas 2 caras falando português na bancada mais famosa do mundo.

Para saber se o 4º título mundial do Brasil seria um tricampeonato ou um conquista inédita.

Ítalo Ferreira versus Gabriel Medina.

Na mítica, poderosa e temida Pipeline.

Um desfecho épico.

A decisão das grandes decisões.

15,56 a 12,94.

Taça nas mãos do número 15… o guerreiro potiguar de Baía Formosa.

Vice com o camisa 10… o craque de Maresias.

Praia tomada… tudo nosso.

O filme não podia mesmo ser melhor.

@thiago_blum