Tyler Wright faz história
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Tyler Wright faz história

Australiana vence a 1ª etapa feminina do WT disputada em Pipeline

Thiago Blum

21 de dezembro de 2020 | 14h55

Tyler Wright (AUS) e Carissa Moore (HAW) – foto: WSL

Tyler Wright, Austrália.

Carissa Moore, Havaí.

Sally Fitzgibbons, Austrália.

Tatiana Weston-Webb, Brasil.

Sage Erickson, Estados Unidos.

5 mulheres.

Que escreveram mais um capítulo na já consagrada história do surfe feminino.

5 guerreiras, responsáveis por representar todas as integrantes do circuito da WSL.

Na primeira vez que uma etapa da elite é disputada e decidida na temida Pipeline.

Tatiana Weston-Webb ‘going for it’ em Pipe – foto: WSL

Tudo começou no começo do mês.

Só que outra ilha havaiana.

Maui, que tradicionalmente recebe provas femininas do World Tour.

Só que um ataque de tubarão na região do evento, paralisou a competição antes da definição das 4 semifinalistas.

Ao invés de esperar um ou dois dias para recolocar as baterias na água, a direção da World Surf League preferiu trocar o palco das finais.

E escolheu Oahu.

Carissa Moore (HAW) – foto: WSL

No mesmo dia que os homens encerraram o ‘Billabong Pipeline Masters’, elas desafiaram os cilindros do pico mais famoso do mundo.

Foram apenas 4 duelos.

O suficiente para provar que estão prontas para desafios cada vez maiores.

Tati e Sage foram as primeiras, e a brasileira seguiu para a semifinal.

Em seguida, o confronto entre Tyler Wright e Sally Fitzgibbons definiu quem seria a australiana finalista.

Tyler 10,50 a 2,87.

Na sequencia, duas havaianas no mar.

Isso mesmo.

De um lado, a tetracampeã mundial Carissa Moore.

Do outro Tati, filha de pai inglês e mãe brasileira.

Nascida em Porto Alegre, que se mudou para o Havaí aos 2 meses de idade.

E que depois de defender os Estados Unidos, escolheu a bandeira verde e amarela.

Tatiana Weston-Webb – foto: WSL

A brazuca não encontrou o caminho para os tubos.

Já Carissa, deu show.

Depois de abrir com uma nota 7, dropou uma bomba para Backdoor e saiu com o spray para somar 9,60.

Um dos juízes deu 10.

Vitória tranquila da 100% local do arquipélago: 16,60 x 2,47.

A histórica bateria valendo taça em Pipeline estava formada.

Tyler Wright (AUS) – foto: WSL

No mar, 6 títulos mundiais.

4 de Moore, 2 de Wright.

Por várias razões, Carissa era a favorita.

Mas às vezes, Pipeline dá poucas chances.

E Tyler aproveitou melhor as que apareceram.

Vitória por pouco mais de um ponto de diferença: 8,34 x 7,23.

Deu Austrália no ‘Maui Pro’.

E o sonho estava realizado.

Tyler Wright (AUS) – foto: WSL

Foi um domingo para não ser mais esquecido.

Um obstáculo a menos para quem deve ter os mesmos direitos dos homens.

As premiações já foram equiparadas.

Correr os mesmos riscos em Pipeline… check!

E nesta temporada terá mais.

Elas vão estrear também em Teahupo’o, no Tahiti.

Uma esquerda ainda mais desafiadora.

Mas há um caminho longo antes disso.

A próxima parada é ali pertinho, na vizinha Sunset Beach, de 19 a 28/1.

Boa meninas!!!!

Vocês merecem, vocês podem!!!!

por @thiago_blum

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