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WSL muda formato para definir campeão mundial

Thiago Blum

29 de abril de 2020 | 20h00

Ítalo Ferreira, atual campeão mundial – foto: WSL / reprodução

Mudanças sempre são questionadas.

Afinal, sair da zona de conforto gera novas atitudes e desafios.

Alteração nas regras do esporte às vezes não são bem recebidas por uns e comemorada por outros.

Vai acontecer com o surfe em 2021.

A WSL informou que o campeão mundial não deverá mais sair pelo método tradicional, através da pontuação direta alcançada no ranking durante toda a temporada.

No comunicado oficial da World Surf League, as palavras foram as seguintes:

“A partir de 2021, os campeões mundiais passarão a ser decididos em um confronto direto entre os melhores surfistas do ano, no último dia da temporada do Championship Tour. Como foi no ano passado, quando Ítalo Ferreira conquistou o título decidido na final com Gabriel Medina nos tubos de Pipeline, no Havaí. A batalha final será travada no sistema ‘surf-off’. Essa evolução faz parte de uma discussão de vários anos e o formato final recebeu colaboração de surfistas e patrocinadores, juntamente com os dirigentes”.

foto: WSL / reprodução

A questão é de como será esse formato?

Decisão em UMA bateria?

Um duelo decisivo com VÁRIAS DISPUTAS em um mesmo dia?

Justo ou não?

Como disse, novidades sempre geram múltiplas opiniões.

Na minha, os surfistas – diretamente afetados – devem ser ouvidos.

Adriano de Souza, campeão em 2015, aprovou.

“Adorei essa mudança, toda a mudança é sempre benvinda. Esse formato que temos hoje é o mesmo desde 91. Teve um corte ali, de 44 atletas para 36, mas continuou como mesmo formato. Uma mudança que vai trazer muito benefício ao surfe. Será um evento próximo a um ‘Super Bowl’, uma ‘Champions League’. Uma bateria que define o campeão mundial, uma grande final… em um determinado mar, fazendo com que as pessoas parem pra ver aquele momento. Acho muito bacana e estou de acordo”.

foto: WSL / reprodução

De volta à elite em 2020, Miguel Pupo ainda espera mais detalhes.

A WSL anunciou que deve divulgar as principais ideias em 1º de junho.

“Não está nada decidido, imagino que seja mais que uma bateria. E o número 1 do ranking deve ter uma vantagem, mas o real formato não foi definido. Mas faz sentido né, ter o título decidido na água faz o mundo inteiro querer assistir e isso é legal. Mas tem muita coisa pra ser discutida”.

Outra mudança importante para 2021 diz respeito ao calendário, que será redefinido para criar temporadas distintas entre o CT e o ‘Challenger Series’ durante o ano.

Segundo a nota divulgada pela WSL, a atualização vai fornecer uma vitrine destacada para os surfistas, permitindo para aqueles que não se requalificam através do CT tenham a oportunidade de conseguir isso nas etapas ‘Primes’ na mesma temporada, sem ter que esperar por um ano inteiro para voltar à elite dos melhores do mundo.

Alex Ribeiro é outro que retorna à divisão principal, e inicialmente gostou da nova proposta.

“Seria legal, vai diminuir o tempo das viagens. achei bacana, porque o atleta não tem que ficar o ano inteiro no ‘Qualifying Series’ e esperar o ano acabar  e começar tudo de novo com várias etapas”.

Outra ideia da direção é fazer que os eventos regionais do WQS sejam mais valorizados, incentivando os surfistas a competirem mais perto de casa, sem precisar se desgastar financeiramente na busca pela classificação para o ‘Challenger Series’.

Miguel Pupo, campeão do QS 10 mil da Espanha em 2019 – foto: WSL / reprodução

Uma coisa é certa.

O surfe – como todos os esportes hoje em dia – virou também um grande negócio $$$$$.

E o bolso fala alto!

Audiência via internet e em redes sociais, cada vez pesam mais.

A ‘decisão’ entre Ítalo Ferreira e Gabriel Medina na última bateria do ano – uma ‘coincidência’ rara numa corrida anual – fez a cabeça da direção da World Surf League.

Resta esperar para ver se essa mudança será positiva.

Confesso que… em um primeiro momento, acho – no mínimo estranho – o campeão sair em uma ‘batalha’ à parte.

E se o líder do ranking chegar ao fim da temporada disparado na frente?

Vários campeões já foram coroados na penúltima etapa, antes do circuito chegar ao Havaí.

O cara rala em 10 etapas… “ganha” o título cheio de méritos… e “perde” o caneco?

Hummm… sei não!

Mas é aquele negócio né… se os competidores aprovarem, não vale chorar depois!

Vamos ver o que os ‘donos’ da liga vão trazer.

E que o campeão mais uma vez seja brasileiro.

por @thiago_blum

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