A melhor corrida da Fórmula 1 em 2011 é vencida pelo melhor conjunto: Vettel e a Red Bull

miltonpazzi

29 de maio de 2011 | 12h05


Sebastian Vettel comemora a vitória com banho de champanhe. Foto: Mark Thompson/Divulgação

O GP de Mônaco de Fórmula 1 em 2011 foi daquelas corridas que é bom ter gravado porque vale a pena ver de novo. Teve de tudo e não deu espaço para ir pegar um café, tamanha a quantidade de trocas de posições e de possibilidades de vencedores. Nem mesmo o fato de ter ganho de novo o alemão Sebastian Vettel e a Red Bull significam que houve monotonia.

A responsável por isso foi o fato da corrida ter uma dependência aerodinâmica mínima associada aos pneus Pirelli que se degradam ou atingem o ápice mais rápido que os utilizados em anos anteriores. Fatores que servem para esta prova e permitiram disputas de tirar o fôlego como as duas ultrapassagens de Michael Schumacher (Mercedes) na entrada do novo Cassino, ou as exageradas tentativas de Lewis Hamilton (ING/McLaren) – que mereceu as punições, especialmente pelo acidente com o brasileiro Felipe Massa (Ferrari).

Chama a atenção também o fato de que o inglês Jenson Button poderia ter ganho. Pena que a interrupção da corrida a seis voltas do fim, por causa do acidente do russo Vitaly Petrov (Renault) – que foi para o hospital com dores nas pernas, mas consciente – permitiu as trocas de pneus quase destruídos. Ajudou Vettel e a nem tão perfeita Red Bull, que errou feio na primeira janela de troca de pneus, quando prejudicou o australiano Mark Webber.

Esse conjunto de fatores me faz acreditar que o campeonato pode melhorar mais. O certo é que as corridas são imprevisíveis. E, sim, é justo que vença o melhor conjunto. Pena que o líder já abre 58 pontos de vantagem na classificação do Mundial de Pilotos. Aguardemos o GP do Canadá, próxima corrida, em duas semanas (12 de junho).

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