Dan Wheldon ganha as 500 milhas de Indianápolis – ou é JR Hildebrand que perdeu na última curva?

miltonpazzi

29 de maio de 2011 | 16h27


JR Hildebrand fica no muro e Dan Wheldon passa para vencer. Fotos: Michael L. Levitt/Divulgação

O inglês Dan Wheldon, pela equipe Bryan Hertha, entrou de novo para a lista dos campeões das 500 milhas de Indianápolis em 2011. E, desta vez, de forma completamente inesperada. Por isso, a dúvida em qual a melhor maneira de descrever o resultado: foi ele quem ganhou ou o americano JR Hildebrand, da Panther, que liderava e bateu na curva 4, a última do circuito, e deixou escapar a conquista da prova do centenário? Foi inacreditável.

O final das 200 voltas foi incrível. Nas últimas cinquenta voltas o neozelandês Scott Dixon (Ganassi) liderava, depois teve Danica Patrick (Andretti), Graham Rahal (Ganassi), Bertrand Baguette (BEL/Rahal-Letterman) e o próprio Hildebrand, que ficou a 300 metros do sonho de receber mais de um milhão de dólares em prêmios e ter seu nome e rosto cravados no mítico troféu – além de participar de uma das melhores festas da história do evento…

A vitória de Wheldon, sua segunda nas 500 milhas (havia ganho em 2005) e por um carro e equipe que só disputam essa prova (a Bryan Hertha), o recoloca na disputa por uma vaga na temporada da Fórmula Indy. Chegou na frente premiado pelo erro do adversário, claro, mas estava lá perto por reunir o que todos apontam como fundamental para vencer: paciência e atenção. Não é só acelerar. E Hildebrand, como mostra o replay, foi passar um retardatário pelo lado de dentro da pista, sujo, e perdeu a direção do carro. Uma pena para ele.

Fica a menção honrosa para Tony Kanaan (KV-Lotus), com um ótimo quarto lugar. Para os outros brasileiros, dia ruim: 15.º – Vitor Meira (AJ Foyt), 17.º – Helio Castroneves (Penske), ambos uma volta atrás, e 21.º – Bia Figueiredo (Dreyer&Reinbold), esta a três voltas do líder. Em detalhes: Meira esteve bem, perto dos líderes, mas caiu de rendimento no final; Castroneves, longe de qualquer disputa pelas primeiras posições (seu carro balançava muito); e Bia não passou do bloco intermediário.

A corrida teve 23 trocas de líder, com dez pilotos diferentes na ponta, e 40 das 200 voltas sob bandeira amarela. Ótimos índices.

Um ponto positivo para o campeonato: quebrada a hegemonia da Ganassi em ovais. Mas vamos ver como isso se reflete na próxima etapa, no oval do Texas, em 11 de junho.

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