Sebastian Vettel é a única ‘tempestade’ do GP da Malásia de Fórmula 1

miltonpazzi

10 de abril de 2011 | 06h44


Sebastian Vettel manteve a ponta na largada e não saiu de lá. Foto: Clive Mason/Divulgação

SÃO PAULO – Como a chuva não caiu em Sepang, ao contrário do esperado para suas 56 voltas, a única “tempestade” que se viu no GP da Malásia foi o desempenho do alemão e atual campeão mundial da Fórmula 1, Sebastian Vettel, da Red Bull. Ele ganhou a segunda corrida na temporada 2011 de duas disputadas e já abre 50 pontos na classificação do Mundial de pilotos. Venceu com tranqüilidade, sem ver sua posição de pole position ser ameaçada. Até cruzou a linha de chegada dançando com o carro.

Bom para ele e sua equipe, apenas. Para quem assiste, consome e torce pela disputa, já começa a ser preocupante… Havia a esperança de que a McLaren pudesse atacá-lo, e nada – Jenson Button foi o segundo, mas longe de qualquer ameaça. A Ferrari foi melhor do que o esperado, mas não o suficiente para encostar ou incomodar os pilotos do time austríaco. Os pneus Pirelli, que todos acreditavam influenciar nas ultrapassagens, mais atrapalhou do que melhorou o espetáculo. Também abre dúvidas.

A surpresa positiva foi a ótima participação das Lotus Renault de Nick Heidfeld (num excelente pódio, em terceiro) e Vitaly Petrov (uma pena ter abandonado no fim, ao errar, sair da pista e decolar na área de escape!). O australiano Mark Webber, com a outra Red Bull, começou mal, caindo na largada, mas se recuperou de tal forma que salvou o final de semana ao chegar em quarto e brigando pela psoição à frente. No geral, a corrida foi movimentada, mas nada nas posições frontais. Esse é o ponto que me incomoda.

Já a grande disputa por posição foi entre Lewis Hamilton e Fernando Alonso, na volta 45, quando entraram lado a lado nas curvas pós reta dos boxes. O inglês manteve a posição com o espanhol na cola da traseira de sua McLaren e na volta seguinte o ferrarista, impaciente, atingiu a asa dianteira no pneu traseiro, tendo de parar nos boxes. Perdeu a chance de brigar pelo pódio. Poderia ter esperado um pouco mais.

Novamente merece destaque a Sauber, por fazer menos paradas nos boxes para troca de pneus que os outros, com o japonês Kamui Kobayashi, assim como na corrida anterior. É a única equipe que tem conseguido isso com segurança.

O vexame do GP da Malásia fica com o alemão e heptacampeão Michael Schumacher. Foi até passear na área de escape, tomou sufoco e várias ultrapassagens de Kobayashi. Decepção com ele e a Mercedes. Não precisava disso.

BRASILEIROS
FELIPE MASSA
– Largou bem, passando Alonso, chegou a demonstrar que podia brigar por algo. Porém, teve problemas na primeira troca de pneu – o dianteiro esquerdo não prendia – e depois sofreu com a queda de desempenho da Ferrari pelo desgaste do pneu duro (que rendeu menos que o macio, por incrível que pareça!). Chegar em 5.º lugar foi bom, especialmente por ser à frente do companheiro Alonso.

RUBENS BARRICHELLO – Dia para esquecer. Se deu mal na largada, teve um pneu furado (o traseiro esquerdo) e abandonou com 22 voltas. Duas corridas e dois abandonos, com poucas voltas. Muitos problemas a resolver na Williams (inclusive com o companheiro Pastor Maldonado, que foi o primeiro a sair da corrida).

A FRASE
“Temos uma falha muito grande que é falta de velocidade na reta. Eles chamam de problema hidráulico, mas as marchas não funcionam”
RUBENS BARRICHELLO, piloto brasileiro da Williams, explicando os problemas de seu carro que lhe forçaram a abandonar, em entrevista à TV Globo.

PRÓXIMO GP
CHINA
, em Xangai, em 17 de abril (domingo que vem), às 4 horas (de Brasília) – que você pode ouvir ao vivo na rádio Estadão ESPN – FM 92,9 ou AM 700.

ENQUETE
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A classificação final na Malásia. Foto: Reprodução/formula1.com

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