Fórmula Indy quer o mundo, mas não a Europa – para não trombar com a Fórmula 1

miltonpazzi

04 de fevereiro de 2011 | 07h45

SÃO PAULO – O projeto da Indycar Racing League (IRL) para a Fórmula Indy é voltar a ser uma categoria de nível mundial. Vistos de visitas ao Bahrein, China e México estão no passaporte do presidente comercial da categoria, o americano Terry Angstadt, neste ano. Isso inclui o Brasil, que está perto de ter duas corridas (além de São Paulo, Porto Alegre deve receber a etapa do Mercosul).

Em entrevista exclusiva ao estadão.com.br o dirigente avisou: não está preocupado com a Europa. “Lá é um pequeno detalhe. Em respeito aos nosso amigos da Fórmula 1, tivemos contato com vários circuitos [que não fazem parte do calendário da F1], mas não é nossa prioridade. Quando você tem um local de sucesso, você tem muitas oportunidades”, disse.

Angstadt explica o planejamento: “Nós queremos mais mercados e emergentes. O Brasil é um deles. Fui quatro vezes à China para ver o que fazer, e nós vamos chegar lá, tivemos um teste com um piloto chinês. Hoje temos 17 corridas no calendário e podemos ter mais”.

O norte-americano contou sobre outros países que estão na mira e dá a entender que o México é o mais próximo a entrar no calendário. “Nós gostaríamos de estar na Cidade do México algum dia, eles gostam muito de automobilismo. Estive no Bahrein há duas semanas, e no Catar, talvez cheguemos lá”.

O prazo para isso acontecer? “Não é uma ciência exata, minha experiência diz que leva dois, três anos. Nós não falamos sobre data específica, mas quando pensamos em tabela, é como um jogo de xadrez. Se mudamos uma corrida, temos de mudar outras”, ressalta Angstadt. A intenção é ter sempre um equilíbrio entre pistas mistas (circuitos e de rua) e ovais, completa.

Além dos Estados Unidos, Canadá, Brasil e Japão são os países que atualmente recebem a Fórmula Indy. Você pode ler mais da entrevista com Tery Angstadt clicando aqui.

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