Algoz Rússia fica para trás. Brasil a um jogo do título do Grand Prix

Estadão

27 de agosto de 2011 | 08h27

Nos últimos tempos, as russas foram as grandes algozes da seleção brasileira. Além da derrota fatídica na Olimpíada de Atenas 2004, tiraram no ano passado o Mundial do Brasil, único título que falta no currículo do vitorioso time verde e amarelo. Mas neste sábado, as comandadas de José Roberto Guimarães simplesmente passaram por cima deste histórico de frustrações e atropelaram as rivais por 3 sets a 0, parciais de 26/24, 25/17 e 25/23.

Com o resultado positivo em Macau, na China, o Brasil vai mais uma vez disputar o título do Grand Prix. Para levantar o troféu pela nona vez e consolidar a hegemonia na história da competição, terá que vencer a final neste domingo.

E, independentemente da adversária, a seleção brasileira entrará em quadra como favorita, afinal, o time está invicto no Grand Prix, com 13 vitórias, e ainda não perdeu na temporada 2011 – 23 resultados positivos.

Diante da Rússia, nem as ausências das ponteiras Paula Pequeno e Mari abalaram o time. Fernanda Garay e Natália mantiveram o alto nível, e o Brasil foi superior durante quase todo o jogo. A exceção foi o início do terceiro set, quando chegou a ficar oito pontos atrás, mas reagiu de forma espetacular e mostrou muito poder no bloqueio para fechar a partida.

A russa Gamova, algoz conhecida dos brasileiros, foi bem no jogo e anotou 17 pontos. Mas dessa fez acabou sendo apagada pela central brasileira Thaísa, com 15 acertos, mas muito mais eficiente nas horas decisivas da semifinal.

Thaísa, aliás, é um capítulo a parte neste Grand Prix. Cresceu demais, calou os críticos, e deve ser o grande destaque de um eventual título verde e amarelo. Na competição, o Brasil joga com ela e mais cinco.

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