Brilha a estrela do vôlei brasileiro. Azar dos Estados Unidos

Estadão

26 de agosto de 2011 | 05h00

O jogo entre Brasil e Estados Unidos, nesta sexta-feira em Macau, na China, nem era tão importante. Afinal, as duas equipes entraram em quadra já classificadas para a semifinal do Grand Prix. Mas serviu para deixar claro, para quem ainda tinha alguma dúvida, que o voleibol brasileiro, além de competente, também tem muita estrela.

A seleção ganhou de virada por 3 sets a 1, com parciais de 22/25, 26/24, 25/21 e 25/20. No entanto, em alguns momentos do confronto, parecia que a invencibilidade verde e amarela na temporada 2011 finalmente iria acabar.

No início, o Brasil não viu a cor da bola. Thaísa, a melhor brasileira na competição, era bem marcada pelo bloqueio adversário, e as norte-americanas fecharam a primeira parcial com autoridade.

Já no segundo set, após a bronca do técnico Zé Roberto, a seleção brasileira se reencontrou, mas voltou a errar demais e aí apareceu aquela sorte de campeã para fechar a parcial.

Já nos dois sets finais, o Brasil voltou a ser o time que o torcedor se acostumou a ver no Grand Prix. E, assim como havia acontecido diante do Japão, uma reserva brilhou. Natália, que substituiu Paula Pequeno, com dores nas costas, destruiu a defesa adversária com bolas potentes e largadinhas.

Fernanda Garay, que havia sido o destaque do jogo da véspera, continuou no lugar de Mari, que tem contusão abdominal e não deve jogar mais este campeonato. Mas o elenco brasileiro tem se mostrado tão forte que José Roberto Guimarães nem deve estar tão preocupado.

Do lado norte-americano, destaque para as craques Logan Tom e Hooker, que ainda podem dar muito trabalho ao Brasil em uma eventual decisão de Grand Prix.

A seleção brasileira entra em quadra agora na manhã de sábado (horário de Brasília), na semifinal do campeonato. Com 22 vitórias em 2011, só faltam mais duas para o nono título da equipe na história da competição.

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