O futuro de Jaqueline

Estadão

30 de maio de 2011 | 16h22

Desde que perdeu o bebê, no último dia 23, Jaqueline não se pronunciou. Ela segue em casa ao lado do marido Murilo, que foi liberado da seleção brasileira para ficar ao lado da esposa. O melhor jogador do mundo não disputou os dois primeiros jogos do Brasil na Liga Mundial, sexta e sábado, contra Porto Rico em San Juan.

Agora, o futuro da campeã olímpica em Pequim 2008 é incerto. Antes da gravidez, era cotada para ser a estrela principal do novo time feminino de voleibol do Sesi-SP. A equipe já foi anunciada e ela está descartada. A colocação da jogadora no ranking da CBV a impede de defender o grupo paulistano.

“Este time que montamos já tem pontuação 31, e o máximo permitido pela CBV é 32. A Jaqueline tem pontuação sete, então não teríamos como contratá-la”, disse o supervisor de voleibol do Sesi, José Montanaro.

Por enquanto, a única saída para Jaqueline é seguir no Sollys/Osasco. O time já perdeu Sassá (Sesi) e Natália (Unilever) para a temporada 2011/12. Manter a atleta de alto nível é importante para evitar que a equipe deixe de ser uma das principais forças do vôlei nacional.

Resta saber como e quando ela vai voltar após superar o trauma. Se estiver tudo bem, tem até lugar na seleção brasileira, que a partir de agosto disputará o Grand Prix, primeira competição importante do ano.

(Foto: Alexandre Arruda/Divulgação)

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