Unilever atropela na final da Superliga; Osasco assiste passeio

Estadão

30 de abril de 2011 | 12h22

A final da Superliga feminina de vôlei, realizada na manhã deste sábado no Ginásio do Mineirinho, em Belo Horizonte, surpreendeu. A expectativa era de um confronto equilibrado, mas o Unilever não deixou o Sollys/Osasco ver a cor da bola. Resolveu a decisão com uma brilhante vitória por 3 sets a 0, parciais de 25/23, 30/28 e 25/19, e levantou a taça da competição pela sétima vez.

O time carioca é o maior campeão de todos os tempos da Superliga. Nos últimos sete anos, decidiu o torneio diante da equipe da Grande São Paulo, e saiu vencedor em cinco oportunidades. Uma verdadeira hegemonia comandada por Bernardinho, que não se cansa de cada vez mais gravar seu nome na história do voleibol mundial.

Na sexta, eu havia feito neste blog uma análise jogadora a jogadora, e apostei na vitória do Osasco. Mas a verdade é que, neste domingo, todas as atletas do Unilever foram superiores às rivais. E Sheilla fechou o campeonato com chave de ouro – a melhor da final e de toda a Superliga.

A oposta da seleção foi uma muralha no bloqueio, e virou quase todas as bolas que teve na mão. Já Natália, oposta do Osasco, esteve irreconhecível. Errou demais, não conseguia passar pelo bloqueio nem na força e nem no jeito.

Mari, que voltou na reta final da Superliga após se recuperar de lesão, também foi sensacional, e até ganhou um elogio especial de Bernardinho (algo raro) nos instantes finais da partida. Juciely fez o ponto do triunfo, Fabi, como sempre, defendeu bolas que pareciam impossíveis, e até a criticada Regiane acertou o passe. Dani Lins e Valeskinha também não comprometeram. Tudo deu certo para o Unilever. O título está em boas mãos.

No Osasco, a decisão é para ser esquecida. Jaqueline não acertou nada e, de tão desanimada, desistiu do jogo no terceiro set. Sassá teve bons momentos na segunda parcial, mas, na terceira, errou bolas decisivas no início do set. A levantadora Carol Albuquerque não conseguiu ‘driblar’ o bloqueio adversário. Adenízia também foi mal. Apenas Thaísa e Camila Brait se salvaram, mas não foi o suficiente para evitar a derrota.

Parabéns ao Unilever. Se este timaço for mantido, será difícil quebrar a hegemonia na próxima temporada.

PÚBLICO – A nota ruim do jogo fica para o público presente no Mineirinho, que esteve longe de lotar o ginásio. Um clássico desses merecia casa cheia, como aconteceu na final masculina na semana passada. Fica a lição para a CBV. Decisão em casa neutra não é bom negócio. Uma correção a ser feita para a próxima temporada.

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