Automobilismo sul-americano ganha categoria internacional

Automobilismo sul-americano ganha categoria internacional

Ideia há muito cogitada no automobilismo sulamericano, o anúncio da criação do South America Touring Car Championship representa um passo sério no atendimento à essa demanda.

Wagner Gonzalez

02 de junho de 2020 | 16h04

Cerca de 15 marcas estão envolvidas nos 36 campeonatos TCR disputados em todo o mundo (TCR)

Ideia há muito cogitada no automobilismo sulamericano, o anúncio da criação do South America Touring Car Championship representa um passo sério no atendimento à essa demanda. Seguindo o velho e bom princípio de que não é preciso reinventar a roda, o campeonato usará o mesmo regulamento técnico adotado em 36 séries semelhantes em disputa pelo mundo e com os mesmos carros de uma frota que já chegou à casa das mil unidades. A proposta inicial criada em 2015 pelo italiano Marcello Lotti, líder da organização TCR, fez tamanho sucesso que conseguiu ocupar o espaço antes ocupado pelo Campeonato Mundial de Turismo da FIA, consequência de um regulamento mais simples e com menor demanda econômica.

Na América do Sul o campeonato será gerenciado por uma empresa baseada no Uruguai, a WedTak Trade, promotora oficial que vai gerenciar as 26 vagas abertas para as oito rodadas duplas previstas para 2021: a partir de abril estão programadas três corridas na Argentina (Buenos Aires, San Juan e Termas de Rio Hondo), Brasil (Interlagos, VeloPark, Velo Città e Goiânia são possibilidades), uma no Chile (Temuco) e outra no Uruguai (Rivera). O brasileiro Maurício Slaviero e o argentino Felipe McGough estão à frente do projeto e esperam definir a lista de inscritos no dia 31 de agosto; são deles os direitos da franquia do TCR para a América do Sul. Além dos quatro países citados equipes do Paraguai e Peru já demonstraram interesse em participar do torneio.

As licenças para participar da competição serão válidas por três temporadas e cogita-se incorporar uma categoria de monopostos para completar o programa de cada etapa; a F-4 FIA e a F-3 regional são opções. Combustível e pneus terão fornecedores únicos a serem anunciados em setembro; testes de pneus deverão acontecer no Chile e testes pré-temporada estão previstos para acontecer em fevereiro em autódromo a ser definido. De acordo com o regulamento internacional o custo máximo de um carro 0 km pronto para competir não pode ultrapassar € 135.600 (aproximadamente R$ 790 mil), mas segundo McGough e Slaviero “nem todos os modelos das 14 marcas envolvidas na categoria chegam a esse valor”.

Nos grids de largada podem-se ver modelos hatch e sedã de caros enquadrados no segmento C, tais como Alfa Romeo Giulietta, Audi RS3, Honda Civic Type R, Renault Megane, e VW Golf GTI,; em comum todos têm tração dianteira, motores 2.0 com aproximadamente 350 hp, câmbio sequencial de seis velocidades e pneus de aro 18”. No site da categoria carros usados são oferecidos por preços que variam de €65 mil a € 95 mil. O custo estimado por temporada é de R$ 1,2 milhão e uma equipe pode inscrever entre 1 e 4 carros na temporada. Esse custo é inferior ao praticado na categoria Stock Car brasileira, onde o orçamento para 12 etapas varia entre R$ 2,2 milhões e R$ 2,6 milhões.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências: