Grid da Stock quase definido

Grid da Stock quase definido

Grid da Stock quase definido. 2017 terá consolidação de equipes com 4 e 6 carros. Carros da Boettger retornam em novo time. Vários pilotos mudam de endereço.

Wagner Gonzalez

06 de março de 2017 | 16h41

A temporada 2017 da Stock Car brasileira deverá ser marcada por um grid maior que o do ano passado, pela estreia de uma nova equipe e muitas mudanças envolvendo estruturas, pilotos e patrocinadores; o regualmento técnico da categoria permanece inalterado. O campeonato tem início dentro de aproximadamente um mês no autódromo de Goiânia e das 32 vagas que deverão formar a lista de inscritos apenas uma está em aberto, no C2 Team, gerenciado por Ruben Carrapatoso. Tal qual na Nascar norte-americana, o cenário da categoria caminha para a concentração de mais carros sob os cuidados de uma mesma escuderia: este ano, quatro times deverão inscrever 18 carros, aproximadamente 56% do total, situação que provoca algumas discussões no campo desportivo. Essa prática é bastante conhecida no ambiente da Nascar e é justificada pelos ganhos de economia de escala.

 

 

 

Felipe Fraga, atual campeão, terá Duda Pamplona como chefe de equipe (Foto Vicar)

Felipe Fraga, atual campeão, terá Duda Pamplona como chefe de equipe (Foto Vicar)

A mudança mais impactante para 2017 envolve William Lube, o diretor técnico que dominou a cena nas últimas duas temporadas: sob seu comando a Cimed Racing venceu os títulos de 2015, com o paulista Marcos Gomes, e 2016, com o tocantinense (nascido no Pará) Felipe Fraga. Este ano Lube e os cariocas Cacá Bueno e Duda Pamplona uniram forças para montar uma segunda equipe, a Cimed-ProGP, que será responsável pelos carros de Fraga e Denis Navarro (SP), sob comando de Pamplona. Lube focará na operação que envolve Gomes e Cacá Bueno (RJ), que desde 2009 trabalhava com Andreas Mattheis e era patrocinado pela Red Bull.

A saída de cena da marca de energéticos abriu espaço para grandes mudanças na A.Mattheis Motorsport: no lugar do touro vermelho entra a pintura da petroleira Ipiranga, que manteve o apoio aos paulistas Thiago Camilo – talvez a união mais longeva da história da Stock Car -, e Galid Osman; os carros que estavam pintados nas cores da Shell, gerenciados por Rodolpho Mattheis, filho de Andreas, agora ganham o roxo característico do laboratório Prati-Donaduzzi. Tal qual a Ipiranga, a empresa de Toledo (PR) renovou contrato sua dupla de pilotos de 2015 – o paranaense Júlio Campos e com o amazonense Antônio Pizzonia – para marcar seu regresso à categoria.

O autódromo de Goiânia será palco da abertura da temporada, dia 2 de abril (Vicar)

O autódromo de Goiânia será palco da abertura da temporada, dia 2 de abril (Vicar)

Além da Ipiranga quem também deixou o time de Roseinei Meinha Campos foram os técnicos André Bragantini pai e filho. Bragantini Senior cuidará do carro de Valdeno Brito, paraibano que este ano defenderá as cores da cerveja Eisenbahn junto com o gaúcho Vitor Genz no time administrado pelo dublê de dono de equipe e carnavalesco Carlos Alves. Bragantini Júnior vai trabalhar na Full Time. O respeitado preparador carioca Mauro Vogel, famoso por revelar grandes nomes do automobilismo nacional, mais uma vez abre as portas da sua equipe para uma nova promessa: o paulista de Jundiaí Guilherme Salas. O já experiente Gabriel Casagrande completa a formação

De Curitiba vem a confirmação que a Eurofarma manterá sua ligação com Rosinei Campos e os paulistas Ricardo Maurício e Max Wilson; esse vínculo foi ampliado para receber o também paulista Daniel Serra. A estrutura da equipe deverá ser bastante alterada em função do acerto com os pilotos, que inclui a chegada de Tuka Rocha, paulistano que está em vias de anunciar o apoio do frigorífico Seara. Com as saídas de Bragantini Sênior e Júnior foi aberto espaço para o engenheiro Daniel Barcik, mais conhecido como Polenta, assumir o controle de uma das operações. Há anos Barcik atua como engenheiro de pista de Max Wilson, e, por isso, deverá acontecer uma redistribuição de duplas: ele vai cuidar do brasileiro nascido em Hamburgo (Alemanha) e de Rocha; Rosinei Campos terá Ricardinho e Serrinha sob sua supervisão.

Concentração de equipes e pilotos em novo endereço marca a 38ª temporada da categoria (Vicar)

Concentração de equipes e pilotos em novo endereço marca a 38ª temporada da categoria (Vicar)

A Full Time, outra das grandes forças da categoria, está no centro de uma controvérsia que envolve o regulamento esportivo da categoria no item que limita a quatro o número de carros inscritos por equipe. Até o ano passado o time de Maurício Mau-Mau Ferreira ocupou quatro vagas no grid graças à associação mantida com Duda Pamplona e a ProGP. Este ano, Mau-Mau continua com os carros de Allam Khodair e Rubens Barrichello e terá também dos seus cuidados outros quatro, que serão pilotados por Bia Figueiredo, Diego Nunes, Beto Valério e Lucas Foresti. Tal solução será possível com a associação com Ricardo Zonta e Edu Bassani: Zonta arrendou sua equipe para Ferreira por uma temporada e Bassani praticamente repassou sua operação para o antigo rival e agora sócio. Com exceção de Khodair e Barrichello, a formação das demais duplas ainda não foi definida.

Thiago Meneghel, da TMG Motorsport, será o responsável pela preparação dos carros da Shell Racing, que segue com a dupla Átila Abreu e Ricardo Zonta. Felipe Lapenna e Rafael Suzuki estão confirmados na Cavaleiro Racing para este ano enquanto na Hot Car-Bardahl vive-se mudança total: Amadeu Rodrigues acertou com Sérgio Jimenez e Guga Lima para subsituir Felipe Lapenna e Raphael Abbate. Ruben Carrapatoso, ex-kartista como Jimenez e atual chefe da equipe C2, por enquanto só tem como certo o estreante Luca Milani, paulista que chega amparado pelo título de vice-campeão da categoria Sprint Race em 2016.

Categoria volta à pista usando o mesmo regulamento técnico de 2016 (Vicar)

Categoria volta à pista usando o mesmo regulamento técnico de 2016 (Vicar)

Finalmente, o empresário Marcelo Hahn aumentou ainda mais os investimentos da farmacêutica Bläusiegel no automobilismo e adquiriu a estrutura da família Boettger, que ficou inativa no ano passado. Maurício Martinez ficou encarregado de gerenciar a operação dos dois carros que serão pilotados pelos gaúchos César Ramos e Márcio Campos.

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