Mário César de Camargo Filho (15/01/1937 – 03/01/2020)

Mário César de Camargo Filho (15/01/1937 – 03/01/2020)

Automobilismo perde mais um ídolo: o inesquecível Marinho faleceu esta tarde.

Wagner Gonzalez

03 de janeiro de 2020 | 21h13

Ilustração de Bird Clemente

O automobilismo brasileiro, e a marca DKW-Vemag em particular, perderam um ídolo: Mário César de Camargo Filho, o inesquecível Marinho (“Caipira” para os íntimos), faleceu esta tarde. Seu sepultamento será em Ourinhos, onde passou boa parte da sua vida, e seus amigos e admiradores organizam uma missa de sétimo dia a acontecer em São Paulo em local e data a serem anunciados em breve.

Marinho ao lado de um dos primeiros Malzoni no evento Blue Cloud  (Arquivo de família)

Um dos mais atuantes e rápidos pilotos das décadas de 1960/70 no automobilismo brasileiro, Marinho teve uma carreira dedicada quase que exclusivamente aos automóveis com mecânica DKW e foi um dos primeiros pilotos profissionais do País. Era sempre identificado pelo número 10 nos carros brancos da equipe oficial da Vemag, que defendeu até o encerramento do departamento de competições da marca. Nascido na cidade de Ribeirão Claro (PR) no dia 15 de janeiro de 1937, viveu por algum tempo em Rancharia, São Paulo e, finalmente, em Ourinhos, para onde mudou-se em 1970. Foi um dos fundadores da Lumimari, empresa que se transformou na Puma, e da MM, na avenida Santo Amaro, no bairro paulistano do mesmo nome, e que se transformou em uma verdadeira speed shop pelo trabalho de desenvolver VW e Pumas em carros vencedores. Além disso foi dono de revendas de caminhões Ford e VW e era proprietário de um posto de combustíveis em Ourinhos tudo como referência no setor.

A partir da esquerda: Marinho, Eduardo Scuracchio, Jorge Lettry, Chico Lameirão, Roberto Dal Pont e Anísio Campos (arquivo Bird Clemente)

Sempre rápido, era praticamente imbatível nos circuitos de rua a bordo de várias versões do Belcar, como eram conhecidos os pequenos sedãs fabricados no bairro do Ipiranga, ou ao volante das várias versões do GT Malzoni, esportivo criado por Rino Malzoni em sua fazenda de Matão e partir da estrutura mecânica daquele modelo alemão. Entre os vários nomes mais diretamente associados à carreira de Marinho nas pistas estão os de Chico Landi (com quem chegou a compartir um Porsche em Interlagos), Jorge Lettry (chefe da equipe de competições da Vemag), Bird Clemente (seu primeiro companheiro no time da fábrica e autor da imagem que ilustra a abertura desta matéria) e Miguel Crispim Ladeira (Mecânico chefe da escuderia).

Um longo e delicado tratamento médico provocou várias internações sendo que a última delas foi marcada pela falência múltipla de orgãos que o levou a óbito. Introvertido a ponto de muitos confundirem sua timidez como rejeição pura e simples, Mário Cesar de Camargo FIlho deixa a esposa Susana e os filhos Rodrigo, Alexandre, Flávia e Cláudia.

Juan Manuel Fangio e Marinho durante encontro na pista de Interlagos (Arquivo de Bird Clemente)

Tudo o que sabemos sobre:

Mário César de Camargo FilhoMarinho

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências: