Renault segue, McLaren corta e Williams à venda

Renault segue, McLaren corta e Williams à venda

Semana movimentada na coxia da F-1: Renault confirma quecontinua na categoria, McLaren corte 70 empregados e a Williams admite a venda total ou parcial do time fundado por Sir Frank Williams.

Wagner Gonzalez

29 de maio de 2020 | 15h25

Semana movimentada na coxia da F-1: a Renault confirmou a manutenção do seu programa de F-1, a McLaren anunciou o corte de 70 empregados e um plano de reengenharia financeira inclui a possível venda da equipe fundada por Sir Frank Williams.

Daniel Ricciardo e o carro ainda sem as cores da temporada 2020 (Renault)

Após duas temporadas seguidas com resultados pífios, o time de Grove já foi obrigado a vender sua divisão de tecnologia, fez um empréstimo lastreado em sua coleção de carros antigos e troféus e acusou prejuízo de £13 milhões (algo em torno de R$ 87 milhões) em seu último balanço anual. O anúncio de rompimento do contrato de patrocínio com o grupo Rokit (bebidas, entretenimento, mídia, redes de comunicação, telefones celulares, telemedicina e parcerias em vários campos) pode ser interpretado como uma medida para facilitar as negociações.

A pintura prevista para 2020 não será mais usada (Williams)

Depois de ter rejeitado seu pedido de assistência financeira junto ao programa de apoio do governo britânico para socorros empresas prejudicadas pela pandemia o grupo McLaren anunciou o desligamento de 1.200 pessoas, cerca de 30% dos seus 4 mil funcionários, 70 deles envolvidos na operação da F-1. A medida foi tomada mesmo após a decisão da FIA em limitar os gastos básicos da F-1 para US$ 145 milhões em 2020 e outros US$ 5 milhões em 2022 e 2023.

A cor laranja é herança do fundador da marca, Bruce McLaren (McLaren)

Esta redução, no entanto, ajudou a atual CEO da Renault, Clothilde Delbos, a justificar a continuidade da marca na categoria. “As novas regras e limitação de gastos significam que que faremos menos investimentos que alguns de nossos concorrentes que gastam muito mais do que isso. Estamos na F-1 para ficar”, comentou a executiva que substituiu o brasileiro-franco-libanês Carlos Ghosn.

Clothilde Delbos, atual CEO da Renault, confirmou a marca na F-1 (Renault)

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