Corinthians pronto para a Libertadores… será?

wagnervilaron

13 de fevereiro de 2012 | 11h35

Difícil remar contra a maré.

Difícil reclamar de quem vence.

Difícil criticar o Corinthians.

Mas fazer o óbvio não tem graça.

Talvez para clubes como Santos, Palmeiras, São Paulo, Flamengo, Vasco, Inter-RS, Grêmio, Cruzeiro ou qualquer outro que tenha sentido o gosto de levar para sua sala de troféus a taça da Libertadores, manter o grupo campeão seja suficiente para vencer a cobiçada competição continental. Não é o caso do Corinthians.

O raciocínio é simples e nada original. O ineditismo desta conquista impõe pressão gigante sobre todos no Parque São Jorge, resultado da ansiedade e expectativa dos torcedores, dirigentes, atletas, integrantes da comissão técnica, enfim, Deus e o mundo.

Portanto, é natural que esta equipe, exposta a este clima, não consiga repetir na Libertadores o rendimento que apresentou no Brasileiro de 2011 e no início desta temporada no Paulista.

E para compensar esta iminente queda de produção, o técnico Tite precisa de um fator novo, que pode ser uma contratação e/ou um jeito novo de jogar.

A estratégia das “goleadas” por um gol de diferença pode transmitir segurança no momento de administrar o resultado.

Porém, em um mata-mata de Libertadores, quando, eventualmente, for necessário buscar o empate ou uma virada, não será suficiente ter uma equipe organizada.

Para realizar o sonho de sua torcida a acabar com a zica, o Corinthians precisa de mais.

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