Gobbi vence, Rosenberg cresce e Andrés (o oráculo) festeja

wagnervilaron

11 de fevereiro de 2012 | 19h20

Boa parte dos amigos corintianos ligados no blog e no Twitter perguntam o que deve mudar no Corinthians após a vitória de Mário Gobbi na disputa pela presidência. O delegado ficará à frente do clube até o final de 2014. Portanto, terá a missão de inaugurar a nova arena, em Itaquera.

Para quem tiver a paciência de rolar a barra lateral e buscar o post no qual registrei a entrevista que fiz com os dois candidatos (o empresário Paulo Garcia representou a oposição), perceberá que, em tese, nada deverá mudar. Gobbi insiste no discurso de que, independentemente da pessoa que esteja sentada na poltrona da sala da presidência, existe o projeto do grupo que desbancou Dualib e chegou ao poder em 2007.

Em outras palavras, o novo presidente dará continuidade a tudo o que Andrés Sanchez vinha fazendo. Se a notícia é boa ou ruim, tudo depende do conceito que se tem sobre o atual diretor de seleções da CBF. Aliás, diga-se de passagem, o futuro ex-presidente (ainda está licenciado) seguirá atuante no clube, quase um oráculo do sucessor.

Tudo bem, a cartilha pode ser a mesma. Mas a personalidade de Gobbi é diferente. Típico “italianão”, como ele mesmo se define, o novo homem-forte do Parque São Jorge adora falar com as mãos, defende ideias como se defendesse um integrante da família e, não raro, fica exaltado. Os seguidos conselhos de amigos e partidários devem ter feito com que se policie sobre tais reações.

Na prática, o Corinthians troca um presidente com jogo de cintura, talento para negociar e habilidoso no jogo de bastidores, por alguém sem experiência administrativa, mais truculento, mas com passagem pelo departamento de futebol.

Acredito que tal cenário representará o crescimento político de Luis Paulo Rosenberg. O atual diretor de marketing foi eleito como vice-presidente e deverá ser uma espécie de homem-forte da administração Gobbi, até por contar com as características de Sanchez que faltam ao novo presidente.

O grupo da situação venceu, já o Corinthians só o tempo dirá!

NOTA DO BLOG: Os mais variados institutos de pesquisas apontam que o Corinthians tem algo próximo a 30 milhões de torcedores. O presidente corintiano é eleito em um universo de pouco mais de 3 mil votantes. Ou seja, representatividade zero. Já está na hora de cartolas pensarem na possibilidade de todo sócio-torcedor com pelo menos um ano de associação e mensalidade em dia ter direito a voto nas eleições presidenciais em clubes de futebol.

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