Prazo de validade e a cadeira elétrica tricolor

wagnervilaron

26 de junho de 2012 | 15h08

Leão forjou sua fama como técnico disciplinador e chegado a confusões, tanto com jogadores quanto com dirigentes.

Tais características renderam-lhe também a fama de técnico com “prazo de validade”.

Invariavelmente, dirigentes que trabalharam com ele calculam em seis meses o período fatídico.

E tudo isso ocorreu no São Paulo.

Leão teve problemas públicos com Lucas, Luis Fabiano, Rogério Ceni e com a direção do clube.

Em abril completou o tal prazo de seis meses.

Coincidência ou não, o time desandou dali em diante.

Mas Leão não é o único vilão dessa história.

Há muito tempo o São Paulo deixou para trás a fama de clube diferenciado.

Desde a saída de Muricy Ramalho, os dirigentes mostram-se incapazes de recolocar o time no caminho das vitórias.

E para justificar – e disfarçar – os próprios erros, recorrem à velha estratégia de mandar o treinador embora.

Transformaram a organização e o equilíbrio do São Paulo em uma verdadeira cadeira elétrica de profissionais.

Ricardo Gomes, Carpegiani, Baresi, Adilson Batista e, agora, Leão que o digam.

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