Saída de Lula balançou Ricardo Teixeira

wagnervilaron

15 de fevereiro de 2012 | 10h42

 

A troca do inquilino do Palácio do Planalto foi catastrófica para o presidente da CBF e do Comitê Organizador da Copa do Mundo de 2014, Ricardo Teixeira

O amigo e aliado Lula deu lugar à indiferente Dilma.

Conclusão: o prestígio diminuiu drasticamente.

Os incontáveis amigos que davam tapinhas nas costas e faziam questão de tratar Teixeira como autoridade desapareceram ao perceber que a presidente colocou o cartola na geladeira. E pior, Dilma nunca fez questão de disfarçar tal comportamento.

Só para lembrar, aqui está matéria do Estadão de quase dois meses atrás…

 

José Maria Marin, de 79 anos, é o primeiro da fila para assumir CBF

Grupo que não acredita que Teixeira consiga se sustentar por muito tempo no cargo cresce

28 de dezembro de 2011 | 3h 05
O Estado de S.Paulo

SÃO PAULO – A sequência de problemas e polêmicas na qual o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, envolveu-se nos últimos meses provoca articulações nos bastidores da entidade. Cresce a cada dia o grupo que não acredita que Teixeira consiga se sustentar por muito mais tempo no cargo. Surge, portanto, a questão: quem o substituiria? A responsabilidade caberia ao vice-presidente mais velho, no caso José Maria Marin, o mesmo que assume o cargo nos períodos de licença do titular.

Marin vai completar 80 anos em 2012 e tem no currículo passagens pelo futebol. Depois de ser vice-governador de São Paulo no início dos anos 80, quando integrava a chapa liderada por Paulo Maluf, o político chegou a ser presidente da Federação Paulista de Futebol (FPF) no período de 1982 a 1988. Atualmente é o vice que representa a região Sudeste na CBF.

Enquanto isso, Teixeira tenta se livrar de várias ameaças. Além da Justiça suíça, que autorizou a liberação de documentos comprometedores do caso ISL, o atual presidente da CBF vê seu prestígio político com o Palácio do Planalto degringolar após a chegada ao poder da presidente Dilma Rousseff, o que abala também sua força no Congresso, que ficou conhecida como “Bancada da Bola”. Para piorar, tanto o Ministério Público quanto a Polícia Federal investigam a CBF.

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