Coragem em Favor do Espetáculo

williamcapita

27 de fevereiro de 2013 | 14h28

Há tempos uma disputa acirrada entre Ministério Público e torcidas organizadas é travada conforme graves acontecimentos se repetem.

Frequentei estádios desde criança e era lindo ver as bandeiras tremulando quando os gols eram feitos. Um espetáculo maravilhoso interrompido pelo mau uso das mesmas em episódios de brigas entre torcidas.

Infelizmente parece haver um “poder” protetor sobre a torcidas organizadas porque a justiça não consegue acabar com o que se tornou um esconderijo para muitos.

Não sou a favor de acabar com o espetáculo que elas proporcionam mas sou menos a favor ainda da violência que cometem.
E se os presidentes e diretores não conseguem controlar seus associados prefiro que sejam extintas.

Proibir torcedores nos jogos não é a melhor saída e acredito que ocorrerá, ainda tenho minhas dúvidas, apenas nessa quarta. A segurança nos estádios é de responsabilidade da policia. E se permitiram a entrada de artefatos proibidos foi por negligencia deles. Entretanto não quero atenuar a responsabilidade de quem fez o que fez e daqueles que incentivam e promovem o uso dos mesmos.

Repito que não sou a favor de extinção porem estamos cansados de alguns milhares acharem que são intocáveis e mais importante do que os milhões que de fato sustentam o clube que amam.

Estamos passando um momento impar no esporte brasileiro com os holofotes voltados para o Brasil. Já vimos o acidente na recém inaugurada Arena do Grêmio; a confusão e total falta de infra estrutura no recém inaugurado Mineirão e agora uma tragédia dessas envolvendo um evento esportivo. Falta mais coragem, honestidade, caráter e determinação de todos os envolvidos incluindo os governantes.

Quando jovem o futebol era mais violento dentro de campo e isso influenciava os torcedores. Campanhas foram feitas e vejo um futebol muito mais leal por parte dos atletas. Contudo fora de campo ainda persiste e creio mesmo que aumentou os casos de crimes praticados por delinquentes e marginais infiltrados nessas organizações.

Quantas mortes mais serão necessárias para uma mudança radical no trato com aqueles que destroem o lazer e a vida de muitos?

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