“Draft” no Futebol. Encontrando Talentos.

williamcapita

27 de fevereiro de 2013 | 14h19

Os clubes brasileiros estão arrecadando mais dinheiro por estarem aprendendo a valorizar mais suas marcas e explorar seus potencias com o marketing. Vendas de camisas e outros produtos além da já tradicional propaganda  feita nos uniformes geram valores nunca antes vistos.

O destino que cada clube dará ao montante captado separará os imediatistas dos planejadores.

Os imediatistas pensarão em grandes contratações, pagarão salários astronômicos para jogadores que não estão mais no auge, mundialmente falando, e oferecerão prêmios enormes para se colocarem num patamar acima dos demais. Pode dar certo como pode dar muito errado. Ainda mais com certos dirigentes que estão mais interessados nos próprios interesses do que no “time de coração”.

Os planejadores pesquisarão no mercado aqueles jogadores que gerem o melhor custo beneficio, investirão na formação de atletas e em infra estrutura. A margem de erro é menor porque os recursos são menores mas vários exemplos mostram a real possibilidade quando um planejamento é bem feito e melhor ainda executado.

Encontrar um jogador no mercado que custe barato e renda muito é o sonho de qualquer equipe. E não apenas no futebol. Tomemos como exemplo o “draft” da NBA..

Draft é o momento de escolha pelas equipes profissionais daqueles jogadores que estão se formando nas universidades.

Recrutadores acompanham toda temporada o desempenho dos universitários no intuito de escolherem aqueles que mais se encaixariam no desenho da equipe profissional. Como não existem categorias de base um bom time de recrutadores é vital para o sucesso de uma franquia(como são chamados os clubes).

Vivemos em um país com dimensões continentais onde o sonho da maioria das crianças é se tornar jogadores profissionais. Muitos talentos são desperdiçados pelo sistema antiquado de avaliações nos clubes e também pela falta de uma estrutura profissional espalhada pelo Brasil afim de captar esses talentos que vão cedo para outros países ou ainda pior, não tem a oportunidade de demonstrarem o quão capazes e talentosos são.

Dar a infra estrutura adequada, estabelecendo pequenos CT’s pelo Brasil e remunerar bem os profissionais formadores e descobridores de talentos no sistema da meritocracia são decisões que podem fazer uma enorme diferença nesse mercado onde os grandes se tornarão gigantes financeiros e os pequenos e médios se manterão no mesmo patamar.

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