A pior das perdas

Wilson Baldini Jr.

27 de maio de 2009 | 01h05

Em outubro de 1999, estive em Las Vegas para trabalhar no combate entre Mike Tyson e o americano Orlin Norris.

Ao contrário de outras oportunidades, a equipe de Tyson abriu uma de suas sessões de treinamento para a imprensa. O ex-campeão mundial dos pesos pesados estava irritadíssimo. Descontou nos sparrings. Um deles recebeu um gancho de esquerda de um lado do ringue e foi cair do outro lado no meio das cordas. Atravessou o tablado como um saco de batatas.

Após o treino, Tyson respondeu mal todas as perguntas dos jornalistas. Parecia com raiva do mundo. Ele só foi se acalmar quando dois de seus filhos chegaram no salão do MGM Hotel.

Tyson brincou com os dois como se fossem irmãos. Rolou em cima do ringue, brincou de boxe, sorriu, carregou os dois no colo e se dirigiu para seu quarto no hotel com uma felicidade radiante.

Tyson fez coisas horrorosas dentro e fora do ringue, mas sempre foi um “pai coruja”. Não quero nem imaginar como ele possa estar se sentindo com a morte da pequena Exodus. Deus o ajude.

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