Alegria e tristeza em Londres

Wilson Baldini Jr.

20 de agosto de 2012 | 09h37

A classificação de Esquiva Falcão Florentino para a final olímpica em Londres foi uma das minhas maiores emoções como jornalista. Foi um feito histórico, sensacional, inigualável no boxe amador brasileiro. Mas as declarações do fantástico pugilista logo ao final da luta, de que gostaria de ir para o MMA, me entristeceram.

Várias empresas ligadas ao boxe profissional estavam com representantes na Excel Arena. Todas de olho nos grandes talentos. E Esquiva era um deles, assim como seu irmão Yamaguchi. Os dois quase repetiram o feito dos irmãos Spinks, que em 1976, em Montreal, foram campeões olímpicos.

As declarações de Esquiva e a derrota na final esfriaram um pouco o ânimo dos funcionários da Golden Boy Promotions e Top Rank. E é bom lembrar que nenhum norte-americano chegou sequer às semifinais, o que aumentou o interesse pelos estrangeiros.

Mas isso não tira o brilho da conquista dos irmãos Falcão. Guardarei eternamente o caminho de sucesso traçado por eles no ringue inglês.

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