Arum tenha gratidão com Pacquiao!

Wilson Baldini Jr.

15 de maio de 2014 | 00h18

Juntos desde 2006, Manny Pacquiao e Bob Arum formam uma das parcerias de maior sucesso do boxe. O filipino ganhou centenas de milhões de dólares em bolsas, enquanto o empresário realizou alguns dos combates mais importantes da nobre arte, além de acumular uma fortuna incalculável. O contrato entre boxeador e a Top Rank, empresa de Arum, vai até o fim do ano.

Arum anunciou que o vencedor do duelo de sábado entre Juan Manuel Marquez e Mike Alvarado vai enfrentar Pacquiao no segundo semestre. No pacote, existe uma cláusula de extensão do compromisso com o pugilista por mais cinco lutas.

Não concordo. Acho que após o fim do contrato, Arum deveria ter gratidão por todos os momentos memoráveis vividos ao lado de Pacman e o liberasse para fazer mais uma ou duas lutas e encerrar a carreira em 2015. Aos 35 anos, o campeão em oito categorias deu sinais de decadência dia 12 de abril na vitória sobre Timothy Bradley.

Pacquiao deveria cumprir seu contrato, lutar contra o vencedor de Marquez x Alvarado e depois fazer uma última luta, talvez contra Floyd Mayweather. E sem a presença de Arum, que tanto incomoda “Money”.

Existe a possibilidade de uma luta contra Saul Canelo Alvarez, que marcaria a paz entre Top Rank e Golden Boy Promotions. Mas considero uma temeridade, pois Canelo é muito mais forte que Pacman. Se é para lutar com alguém do lado de De la Hoya, melhor encarar Adrien Broner, descendo de peso.

É só uma sugestão de um fã de Pacman.

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