Bater em mulher? Nem com uma flor

Bater em mulher? Nem com uma flor

Wilson Baldini Jr.

20 de maio de 2009 | 09h24

A argentina Patricia Quirico e a colombiana Luz Flores, em luta pela WIBA
A argentina Patricia Quirico e a colombiana Luz Flores, em luta da WIBA

Tenho duas lindas filhas, amo minha esposa e idolatro minha mãe. Não suporto vê-las chorando ou tristes. Por isso, sou chamado de “pai ou filho coruja”.

Em 1996, assisti ao primeiro combate entre mulheres. Uma das lutadoras recebeu um direto de direita e quebrou o nariz. Ela chorava e o sangue não parava de correr. Aquilo me deixou arrasado. Uma mulher não foi feita para apanhar. Desde as civilizações passadas, que os homens saíam para guerrear e as mulheres cuidavam da casa, das crianças…

Não se trata de preconceito, mas não sou fã do boxe feminino. Sou totalmente a favor do exercício do boxe para melhorar a parte física das mulheres. Ficarão fortes, saradas, musculosas, mas daí a calçar as luvas e trocar socos no rosto… Em uma mulher não se bate nem com uma flor.

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