Há 25 anos, Buster Douglas ‘perdeu’ para Tyson

Wilson Baldini Jr.

11 de fevereiro de 2015 | 14h21

A maior zebra do boxe em todos os tempos poderia não ter ocorrido em 11 de fevereiro de 1990, quando James Buster Douglas foi declarado campeão mundial dos pesos pesados, ao nocautear Mike Tyson, décimo assalto, em Tóquio, Japão.

No fim do oitavo assalto, Tyson, muito castigado e com o olho esquerdo fechado, aplicou um upper de direita violentíssimo, que mandou Douglas para a lona. A contagem do juiz mexicano Octavio Mehan foi muito lenta, confusa. Do momento em que Douglas toca no chão até ele se levantar, completamente tonto, foram 14 segundos. É bom também lembrar que o juiz foi mal na queda de Tyson. Foram 15 segundos de contagem até o Iron Man se colocar de pé, mas sem condições de lutar.

Todos sabemos que a contagem pode chegar ao máximo a dez. Se Tyson fosse apontado como vencedor, a história do boxe e de sua vida seriam totalmente diferentes. Assim como a de Douglas.

Maguila poderia ter chance de enfrentar Tyson em uma Maracanã lotado. Holyfield teria a oportunidade de encarar Tyson seis anos antes do que realmente ocorreu. Tyson, talvez, com sua surra, tivesse aberto os olhos para se preparar melhor para suas lutas. Douglas não teria recebido US$ 24 milhões para defender o cinturão diante de Holyfield oito meses mais tarde.

Mas o “se” não faz parte da vida.

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