Há 32 anos, a última luta de Servílio, o Eder de Ébano

Há 32 anos, a última luta de Servílio, o Eder de Ébano

Wilson Baldini Jr.

29 de julho de 2009 | 11h52

Servilio de Oliveira posa com luvas de boxe - 11/2/2008 “Ele é tão bom quanto o Eder Jofre.” O comentário era muito comum no fim dos anos 70, quando Servílio de Oliveira surgiu no boxe. E se existe uma injustiça na nobre arte, é o fato de Servílio de Oliveira não ter sido campeão mundial. Com uma variedade de golpes espetacular, um jogo de pernas envolvente e uma pegada fora do comum para a categoria dos moscas, o Eder de Ébano merecia ter alcançado a maior glória.

Até hoje é o único brasileiro a conquistar uma medalha olímpica. Foi bronze na Cidade do México, em 1968. No ano seguinte entrou para o boxe profissional e seguiu acumulando sucessos.

Mas em 3 de dezembro de 1971, diante do norte-americano, filho de mexicanos, Tony Moreno, em São Paulo, a carreira de Servílio ficou prejudicada. Raçudo, ele venceu o duelo por pontos, mas um descolamento de retina prejudicou sua caminha em direção ao cinturão de melhor do mundo.

Servílio ainda tentou seguir a carreira até 29 de julho de 1977, mas já não era o mesmo. Foram 17 lutas, todas vitoriosas, com nove nocautes.

Servílio não foi campeão mundial, mas ganhou o respeito e a admiração de todos os brasileiros. Para sempre.

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