Há 50 anos, papa condenava o boxe

Wilson Baldini Jr.

26 de março de 2013 | 17h03

Com a ajuda do amigo Edmundo Leite e do acervo do Estadão, relembro texto de 50 anos atrás:

Há 50 anos, papa João XXIII condenava o boxe após coma e morte do pugilista Davey Moore

O Estado de S. Paulo – 26/3/1963

Davey Moore, ex-campeão mundial do pesos pena, morreu ontem,
às 2 e 20, no White Memorial Hospital de Los Angeles, onde
tinha sido internado aos 30 minutos de sexta-feira, em consequência dos ferimentos recebidos uma hora antes, na luta em que perdeu o titulo para o cubano Urtimio “Sugar” Ramos, por nocaute no 1º assalto.

A noticia de sua morte aumentou o clamor mundial que se erguera desde que caíra em estado de coma.

Num comentário intitulado “A morte de um pugilista”, a Radio do Vaticano reforçou ontem á noite a condenação ao pugifismo profissional proferida anteontem pelo
Papa João XXIII em Ostia. Depois de um ato religioso naquela cidade o Sumo Pontífice aludindo ao estado de Moore, declarara que o boxe profissional é um esporte bárbaro e “contrário aos princípios naturais”.

Em seu comentário, a emissora afirmou que “o pugilismo profissional é imoral” e fez um apelo a todos os povos para que expressem sua condenação a essa atividade, a fim de que as autoridades se vejam obrigadas imediatamente a reformar os regulamentos.

Tudo o que sabemos sobre:

Davey MoorepapaUrtimio "Sugar" Ramos

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.