Há 60 anos: Marciano era campeão

Wilson Baldini Jr.

23 de setembro de 2012 | 10h26

Joe Walcott estava a menos de sete minutos de manter o título mundial dos pesos pesados, no Municipal Stadium, na Filadélfia. Os três jurados apontavam como parcial vencedor diante do desafiante Rocky Marciano após 12 assaltos disputados: 7 a 4, 7 a 5 e 8 a 4.

Mas, no 13.º round, Walcott abusou da defesa e passou a caminhar para trás, dando a iniciativa do combate para Marciano. Quando restavam 43 segundos para o fim do assalto, Marciano disparou uma fortíssima direita que explodiu no queixo de Walcott. O juiz Charlie Daggert contou até dez e depois exigiu a presença dos médicos para reanimar o ex-campeão mundial.

O golpe – apontado como o mais forte da história do boxe – pôs fim ao combate e um novo reinado se iniciou na principal categoria do pugilismo.

Marciano, aos 29 anos, se mantinha invicto, então com 42 vitórias. Ele defendeu por mais cinco vezes o cinturão antes de se aposentar sem derrota (49 vitórias, com 43 nocautes) em 1955 e se tornar uma lenda. Em 31 de agosto de 1969, um dia antes de completar 46 anos, Marciano morreu em um acidente aéreo.

Hoje, em Brockton, Massachusetts, o Conselho Mundial de Boxe vai doar uma estátua de seis metros de altura, que custou US$ 150 mil e precisou de quatro anos para ser feita na Cidade do México pelos artistas plásticos mexicanos Víctor Gutiérrez e Marion Rendón. Um reconhecimento justo a um dos maiores ídolos do boxe mundial.

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