Martinez só volta a lutar em fevereiro

Wilson Baldini Jr.

17 de setembro de 2012 | 08h59

Sergio Martinez só foi para a suíte 2415 do Wynn Hotel, em Las Vegas, as duas horas da madrugada de domingo. A festa programada após a histórica vitória sobre Julio Cesar Chavez Jr. teve de ser adiada. O novo campeão mundial dos médios, versão Conselho Mundial de Boxe, foi para o Hospital Universitário, acompanhado de sua médica particular, Raquel Bordóns, e de seu irmão mais novo, Sebástian, para ser submetido a tratamentos da série de lesões sofridas após o combate épico no Thomas & Mack Center.

Pontos no couro cabeludo, por causa de um choque de cabeças no nono assalto, e abaixo do olho esquerdo, uma lesão ligamentar no joelho esquerdo – que será tratada na Espanha – e uma pequena fratura na mão esquerda foram algumas das contusões sofridas pelo pugilista argentino no duelo de sábado à noite, que o deixarão fora de combate por no mínimo cinco meses.

Com isso, seu próximo duelo só deverá ser projetado para fevereiro. Bob Arum apresentou para Martinez uma revanche com Chavez Jr. para Dallas, no Cowboys Stadium. “Não gosto da ideia de lutar lá, pois os controles de antidoping não são tão rígidos quanto em Nevada”, disse Martinez, referindo-se aos problemas enfrentados recentemente pelo rival mexicano, acusado de usar esteroides e ter sido pego dirigindo alcoolizado.

“Com meu título, o boxe volta a ganhar credibilidade. Julito é protegido dos dirigentes por ser filho de uma glória do boxe. Não gosto de injustiças. Julito ficou dois anos para me enfrentar e também deixou de lutar com outros grandes adversários para ser protegido e manter-se invicto”, afirmou Martinez.

O desejo de Martinez é enfrentar o porto-riquenho Miguel Cotto, que tem combate marcado para 1º de dezembro, no Madison Square Garden, em Nova York, contra Austin Trout.

Sobre o último round contra Chavez Jr., quando chegou a ser derrubado, Martinez admitiu que poderia ter perdido a luta por nocaute. “O duelo estava um stand-up a meu favor. Relaxei e fui pego. Não tinha estabilidade nas pernas e pensei que estava morto.”

Martinez revelou que a partir do quarto assalto sentiu a fratura na mão e perdeu força. “Chavez foi um rival muito duro, forte e valente.” O momento mais importante da luta, segundo o argentino, foi sua sequência de três upper seguidos. “Acho que foi o que fiz de mais bonito em minha carreira.”

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