Nocauteado pela NET

Wilson Baldini Jr.

14 de março de 2010 | 04h05

Não sou de gastar dinheiro comigo. Espero, às vezes, meses para comprar o pay per view de uma luta de boxe. Na sexta-feira, pedi para minha esposa assinar a luta do Manny Pacquiao x Joshua Clottey na casa dos meus sogros, pois tenho a TVA, que não comercializa o Canal Combate da Globosat.

Destacado para cobrir a prova da Indy, no Anhembi, pelo Estadão, passei o sábado trabalhando e sonhando com a possibilidade de ver Pacquiao, o melhor pugilista do momento em ação. Terminada a cobertura do automobilismo, corri para a casa dos meus sogros. Às 22h15 foi aberto o sinal no canal 121 da NET. Assisti ao programa Passando a Guarda e na sequência, às 23 horas, começou a transmissão direto do Texas.

Acompanhei as três preliminares. Com pipoca e refrigerante, me preparei para o evento principal. Começou a luta do Pacquiao. No início do quarto assalto, caiu o sinal. Ligamos rapidamente para o serviço da NET. E para minha surpresa, o atendente Diego nos informou que nada poderia ser feito por causa que o sistema estava fora do ar. Será que só aconteceu comigo? 

Uma decepção. Perdi até o sono. Ver uma luta de boxe para mim não é apenas uma diversão ou uma obrigação profissional. Trata-se de uma das poucas coisas que ainda me dão prazer. Não é sacrifício para mim ficar acordado até de madrugada e levantar cedo para ir trabalhar.

Sofri um nocaute da NET. Sem direito a contragolpe. Vão me devolver os R$ 40 pela assinatura? E daí? E a oportunidade de acompanhar o melhor boxeador do momento? Uma tristeza. Uma frustração.

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