O anti-herói

O anti-herói

Wilson Baldini Jr.

23 de outubro de 2009 | 17h29

Andrew Golota (esquerda) e Tomasz Adamek posam durante a cerimônia de pesagem
Andrew Golota (esq.) e Tomasz Adamek se encaram durante a pesagem

Não escondo que torci muito para o polonês Andrew Golota. Era um tipo diferente para a categoria dos pesos pesados, em um período repleto de bons nomes. Fiquei louco da vida nas duas derrotas para Riddick Bowe (em 1996 e 1997), quando Golota estava na frente na pontuação. Doido de pedra, o polonês não cansou de aplicar golpes baixos em Bowe, causou umA briga sem precedentes no Madison Square Garden na primeira luta e acabou desclassificado nas duas disputas.

Nunca gostei do estilo de Lennox Lewis. Então, Golota era uma esperança em 1997. Mas mais uma vez o gigante polonês mostrou fragilidade emocional e perdeu em apenas 1min35 de duelo.

Em 2000, já não esperava muito diante de Mike Tyson. Mas Golota se superou, ao abandonar a disputa no fim do segundo round. Deixando o seu técnico sem entender nada.

Neste sábado ele faz um clássico da Polônia diante do ex-campeão dos cruzadores Tomasz Adamek. Vamos ver o que ele vai aprontar. Deve estar pressionado, após desembarcar em sua terra natal e ser recepcionado por uma multidão.

Golota parece estar fora de forma, com 116 quilos inéditos. Ele nunca pesou tanto. Adamek acusou na balança 97 quilos. Também nunca esteve tão pesado.

Vamos ver se, pelo menos desta vez, Golota se controla. Eu duvido.

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