O filho não supera o pai

O filho não supera o pai

Wilson Baldini Jr.

14 de maio de 2009 | 02h59

Julio Cesar Chavez Jr. treina para luta

Como jornalista esportivo, tenho vários ídolos. Mas o maior deles está fora do esporte. Trata-se de meu pai. Posso dizer, infelizmente para ele, que não sirvo nem para “carregar seu balde de água”. O meu velho é um exemplo de homem. Mas não sou o único a decepcionar o pai. Julio Cesar Chavez Jr., aos 23 anos, não vai chegar nem perto do que seu lendário pai fez em cima do ringue.

Com 1,83 metro, Chavez Jr. tem luta marcada para 25 de julho, no México. O adversário ainda não está definido, mas deverá ser o último antes de sua primeira chance em um combate pelo título mundial.

Após 39 vitórias (29 nocautes) e um empate, Chavez Jr., que é a cara do pai, lembra o estilo de um dos maiores boxeadores mexicanos da história. O golpe na linha de cintura é forte e colocado como o do pai, mas lhe falta a resistência. Talvez a palavra correta seja fome. Ao contrário do pai, que chegou a morar em uma vagão de trem, onde o pai trabalhava, Chavez Jr. nasceu em berço de ouro. Poderá ser campeão do mundo, mas será apenas mais um.

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