Pela honra dos EUA

Pela honra dos EUA

Wilson Baldini Jr.

30 de abril de 2010 | 23h34

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Mais do que apontar o adversário do filipino Manny Pacquiao no fim do ano, o duelo entre os meio-médios Floyd Mayweather e Shane Mosley, hoje, em Las Vegas, vai servir para resgatar o orgulho norte-americano na nobre arte. O maior centro do pugilismo está em crise. Apenas sete dos 68 campeões das 17 categorias distribuídas nas quatro principais entidades nasceram nos EUA.

Jornalistas, técnicos e boxeadores americanos apontam como causa a globalização, que proporcionou uma invasão hispânica, asiática e do leste europeu. “Talvez a necessidade deles seja maior que a nossa para se dedicar a um esporte duro como o boxe”, disse o lendário técnico Angelo Dundee, de 88 anos, que trabalhou com Muhammad Ali e Sugar Ray Leonard, entre outros grandes campeões.

Mayweather x Mosley é comparado com duelos que envolveram Sugar Ray Leonard, Marvin Hagler, Roberto Duran e Thomas Hearns. “Será uma grande luta, mas não irá superar as nossas disputas”, brincou Hearns, que teve o apoio de Leonard. Os dois estiveram ontem no MGM antes da pesagem oficial.

Pacquiao, que está nas Filipinas onde se prepara para disputar uma vaga no Congresso nas eleições de 10 de maio, aposta em Mosley. “Se ele estiver bem fisicamente, deverá vencer.” O técnico de Mosley, Naazim Richardson, está confiante. “Ele vai ganhar de vez o direito de ser chamado de Sugar III”, afirmou, referindo-se ao apelido de seu pupilo, o mesmo de Ray Leonard e Ray Robinson, dois dos maiores boxeadores de todos os tempos.
Mayweather, 33 anos, está invicto, com 40 vitórias (25 nocautes) e já foi campeão cinco vezes em quatro categorias. “O boxe precisa de mim.” Mosley, de 38 anos, soma 46 vitórias (39 nocautes) e 5 derrotas. O canal Combate transmite a partir das 22h.

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