Popó articula luta por título nos EUA

Wilson Baldini Jr.

20 de junho de 2012 | 18h52

O sonho de se tornar campeão mundial pela quinta vez está cada vez mais intenso na cabeça de Acelino Popó Freitas. O pugilista vai aos Estados Unidos no próximo mês, convidado para o casamento do filho do empresário Artur Pellullo. Na ocasião, o brasileiro vai buscar alternativas para fazer um grande combate no segundo semestre. A primeira opção dele é o filipino Manny Pacquiao, que foi derrotado pelo norte-americano Timothy Bradley, dia 9 de junho, e perdeu o cinturão da Organização Mundial de Boxe.

“Preciso de dois meses de treinamento intenso para atingir a forma ideal”, disse Popó, ex-dono dos cinturões dos superpenas e dos leves, que recebeu uma proposta de revanche com Michael Oliveira, a quem nocauteou no dia 26 de maio, em Punta Del Este, no Uruguai, no nono assalto.

“Vou ter de bater de novo nesse garoto rico?”, perguntou Popó, sorrindo, ao comentar sobre a possível revanche contra Michael Oliveira. “Não tenho o que ganhar com esta luta, que só vai interessar para ele se manter na mídia. Mas vou pensar, conversar com minha família para ver o melhor para mim”, disse o pugilista de 36 anos, que ficou cinco anos longe dos ringues.

“Nunca perdi a vontade de lutar. O problema é o sacrifício para levantar todos os dias cedo para os treinamentos. Mas com o incentivo de Popozinho (filho de cinco anos) me entusiasmei e quero lutar mais uma vez pelo título”, disse Popó, que afirmou não estar passando por problemas financeiros. “Ganhei muito dinheiro e guardei tudo. Luto porque gosto.”

Atualmente, ele é o 15º colocado no ranking dos médios-ligeiros, versão Conselho Mundial de Boxe. Os campeões mais importantes dessa categoria são: o mexicano Saul Alvarez (CMB), o porto-riquenho Miguel Cotto (AMB), o norte-americano Cornelius Bundrage (FIB) e Timothy Bradley (OMB).

A empresa MO Productions, do pai de Michael Oliveira, estuda a possibilidade de colocar seu filho de 22 anos frente a frente com Popó mais uma vez, em novembro, no Ibirapuera, em São Paulo. “Vamos lotar o ginásio. O Michael não se conformou com a derrota e quer derrotar o Popó no Brasil”, disse Carlos Oliveira.

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