Roy Jones e o Falcão, do Inter

Wilson Baldini Jr.

17 de agosto de 2009 | 10h53

Uma pena que o tempo passa. Ver Roy Jones Jr., aos 40 anos, é um privilégio. O caminhar no ringue, o disparo dos golpes, a esquiva. Vê-lo em ação é um aula de boxe. Ele sabe aplicar todos os golpes, com os dois punhos. Não tem um golpe preferido ou um atalho para enbobrir um defeito adquirido nos tempos de amador.

Jones venceu Jeff Lacy, oito anos mais jovem, sábado com uma tranquilidade impressionante. Antes da luta perguntavam qual lutador teria o melhor gancho de esquerda. Me fez lembrar quando compararam Falcão, no auge do grande Internacional da década de 70, com o Mococa, volante esforçado do Palmeiras da mesma época. Claro que o melhor era o Falcão. E óbvio que o melhor gancho de esquerda é o Jones.

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