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Proibir Jadson e Pato de enfrentarem velhos times é justo?

Impedimento estava no contrato assinado na troca entre São Paulo e Corinthians

Estadão Esporte,

06 de Março de 2014 | 00:00
Atualizado 10 de Março de 2014 | 16:59

Rodrigo Coca/Ag. Corinthians e saopaulofc.net

Jadson e Pato podem ficar muito tempo sem se encontrar em campo. Também não terão de confrontar suas antigas torcidas, agora que trocaram de time. Os dois ficam fora do clássico entre Corinthians e São Paulo, no domingo: Pato, que só pode estrear depois do Paulistão, e Jadson são impedidos por cláusula contratual de sua troca de enfrentarem o clube da antiga camisa. É justo? Nossos repórteres ativos nas coberturas dos dois times comentam o tema. 

 
Não há sentido em burburinhos sobre o acordo
Não há sentido em burburinhos sobre o acordo

Fernando Faro

Jornalista

Expedientes como o utilizado entre São Paulo e Corinthians para "travar" a utilização de Jadson e Pato contra seus ex-clubes são medidas corriqueiras no futebol e sem grandes mistérios uma vez que são acordadas entre os clubes. Quando fecharam a supernegociação, os diretores bradaram o "acordo de cavalheiros" que inviabilizaria a participação dos atletas nos próximos clássicos.

Não há, portanto, sentido no burburinho sobre o eventual aproveitamento de Jadson no clássico. De acordo com as diretorias, as multas estipuladas em contrato são apenas uma formalidade para evitar a escalação de ambos e a palavra seria respeitada.

Nesse caso o Corinthians é o único que pode refutar os termos e pagar para ter o meia em campo, já que Pato não está inscrito no Paulista. Resta saber se o clube está interessado em pagar mais de R$1 milhão para tal e se vale a pena ignorar a reconstrução dos laços com o São Paulo em nome de um objetivo de curto prazo. O Tricolor apenas observa e aposta que o acordo será mantido. Por enquanto, essa é a tendência.

Fernando Faro,

Repórter de futebol do Estadão

Cláusula é ruim para os times e boa para as diretorias
Cláusula é ruim para os times e boa para as diretorias

Vítor Marques

Jornalista

Corinthians e São Paulo perdem com a cláusula que impede Jadson e Alexandre Pato de enfrentarem seus ex-clubes. Embora não concorde com este tipo de veto, haveria sentido se Pato fosse jogar São Paulo por empréstimo sem a contrapartida, a vinda de Jadson. Afinal, não foi uma troca?

O Corinthians argumenta que exigiu a cláusula porque: 1) Pato ainda tem contrato com o clube - vai até o fim de 2016, enquanto o empréstimo termina em dezembro de 2015. 2) o clube ainda arca com R$ 400 mil por mês apesar do atleta defender o rival.

De fato, do ponto de vista financeiro, foi um péssimo negócio. Mas pior ainda é Mano Menezes não poder escalar seu principal jogador num clássico importante. E se fosse uma final de Campeonato Paulista? E se os times se cruzarem na Copa do Brasil? E quando se enfrentarem pelo Campeonato Brasileiro? Muricy terá os mesmos problemas quando puder escalar Pato e ser obrigado a tirá-lo do time.

Pelo contrato, Jadson não pode jogar o contra o São Paulo em 2014. Pato não enfrenta o Corinthians durante todo o tempo do empréstimo. A menos que casa clube pague uma multa de R$ 1 milhão.

O que fica claro é que este tipo de cláusula só é boa para a diretoria de cada clube, que evita uma saia justa caso um ex-jogador vá bem contra seu ex-clube. 

Não seria interessante Alexandre Pato jogar bem no São Paulo e entrar em campo com vontade redobrada para enfrentar o clube que o dispensou pela portas dos fundos? Valeria muito a pena alguém pagar multa. Pelo poder financeiro que os clube têm e pelos salários que esses jogadores ganham, R$ 1 milhão não assusta ninguém. 

 
Vítor Marques,

Repórter do Estadão

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