Newton Nogueira/Divulgação - LNB
Newton Nogueira/Divulgação - LNB

A pequena Lins se empolga com a perpectiva de conseguir lugar no NBB

Cresce a procura por programa de sócio-torcedor, que dá direito a acompanhar a campanha da equipe na Liga Ouro

Alessandro Lucchetti, O Estado de S. Paulo

11 Março 2014 | 15h49

SÃO PAULO - A pequena Lins, cidade com pouco mais de 70 mil habitantes, está empolgada com a perspectiva de chegar ao NBB. O Lins Basquete estreia nesta quarta-feira na Liga Ouro, em seu ginásio, o João dos Santos Meira, em partida contra o Sport Recife. Nesta terça-feira, às 20h, o jogo entre Rio Claro e Campo Mourão (PR) abre a competição, que oferece uma vaga na liga.

Quatrocentos torcedores já se afiliaram ao programa de sócio-torcedor, que dá direito a assistir partidas da Liga Ouro, do Campeonato Paulista (Divisão Especial), da equipe feminina e da liga regional de basquete do centro-oeste paulista por R$ 90 anuais.

O Lins Basquete foi campeão da 1ª Divisão (que na verdade é a segunda) do Campeonato Paulista de 2012, mas não pôde participar da Divisão Especial porque sua quadra era de cimento. "Aí o prefeito se sensibilizou e reformou nosso ginásio, que agora tem um piso de último tipo", diz o advogado Ariovaldo Esteves Júnior, que joga na seleção brasileira de masters e ainda disputa a liga regional, aos 53 anos de idade. No ano passado, confirmando sua qualidade, Lins foi campeã da 1ª Divisão.

"A cidade se apaixonou pelo basquete. Como o Linense está mal, a torcida migrou do futebol para o basquete", diz Ariovaldo.

O técnico de Lins é o ex-jogador Claudio Sconfienza, de 43 anos, que assumiu o time nesta segunda-feira. Rodrigo Magalhães, que era o treinador, deixou o cargo por "motivos particulares". Até o ano passado, Claudio jogava e era assistente técnico de Magalhães.

Lins aposta em jogadores rodados, como Vinícius Teló, primo do cantor Michel Teló, que disputou o NBB na última temporada por Joinville. Os outros pilares do time são os pivôs Casé e Cleiton Sebastião, que atuaram por Vila Velha e Suzano, respectivamente, o norte-americano Leon Sutton e Manuil, que jogou no Vasco e no basquete espanhol.

Já Rio Claro tenta retomar um luga na elite do basquete brasileiro. Nos anos 90, com patrocínio da CESP, a cidade festejou dois títulos brasileiros, em 92 e 95.

Dois rioclarenses defendem a equipe: Eric Tatu, que rodou por várias equipes, e Vinícius Foffai.

Depois dos tempos de glória na década de 90, Rio Claro tentou voltar sob o comando de Guerrinha, que comandou a equipe de 2005 a 2007. Em 2008, no entanto, a falta de patrocínio causou a dissolução do time, que foi remontado no ano seguinte, com apoio da prefeitura.

Rio Claro venceu a Copa Sudeste em 2011 e no ano passado, classificando-se para a Supercopa Brasil, que dava vaga para o NBB, mas não conseguiu avançar. "Tivemos muita dificuldade, mas, com os pés no chão, conseguimos manter uma base. Reforçamos agora a equipe com jogadores como (o pivô) Estevam, que já foi campeão brasileiro. Este é um campeonato de tiro curto. Não podemos errar muito e dentro de casa não podemos perder", diz Marcelo Tamião, ex-assistente técnico de Guerrinha que assumiu o comando da equipe.

Na primeira fase da competição, cada equipe vai receber cada adversário em sua cidade e jogar duas vezes com eles. A equipe com melhor campanha se classifica para a decisão. A última é eliminada, e as duas restantes decidem qual será a outra finalista numa melhor de cinco jogos. A decisão, que apontará o campeão da Liga Ouro também será disputada em melhor de cinco.

    

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