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Brasil comemora vitória no Mundial de Basquete na China Edgar Su|Reuters

Brasil comemora vitória no Mundial de Basquete na China Edgar Su|Reuters

Mundial de Basquete: acompanhe os passos da seleção brasileira masculina na China

Brasil perde jogos da segunda fase e não consegue avançar para as quartas de final da competição

Redação , O Estado de S.Paulo

Atualizado

Brasil comemora vitória no Mundial de Basquete na China Edgar Su|Reuters

O Estado acompanha a trajetória da seleção brasileira masculina no Mundial de Basquete Da China, que começou no dia 31 de agosto e vai até 15 de setembro. A competição contou pela primeira vez com 32 seleções. Ela classifica sete países para os Jogos Olímpicos de Tóquio-2020. Para ter conquistado uma vaga na Olimpíada do próximo ano, o Brasil precisava ter terminado a disputa entre os dois melhores times do continente americano, mas ficou de fora ao ter sofrido derrotas para República Tcheca e Estados Unidos, na segunda fase do campeonato. Argentina, Canadá, Estados Unidos, Porto Rico, República Dominicana e Venezuela eram os concorrentes da seleção brasileira. 

Argentinos e norte-americanos garantiram a vaga para Tóquio-2020. Os brasileiros ficaram com a 13º colocação no Mundial e agora terão que tentar a classificação em um dos Pré-Olímpicos mundiais, em junho do ano que vem. 

Depois de passar com 100% de aproveitamento no Grupo F na primeira fase, com três vitórias consecutivas diante de Nova Zelândia, Grécia e Montenegro, a equipe do técnico Aleksandar Petrovic avançou para a segunda etapa com moral. Mas perdeu os dois jogos que fez na fase seguinte e não conseguiu avançar para as quartas de final do Mundial.

A seleção brasileira contou com jogadores experientes como Alex Garcia, Anderson Varejão, Leandrinho Barbosa, Marcelinho Huertas e Marquinhos. Augusto Lima, Benite, Bruno Caboclo, Cristiano Felício, Didi, Yago e Rafa Luz também fizeram parte da equipe que jogou na China. Os maiores campeões mundiais são os EUA, com cinco troféus nas edições de 1954, 1986, 1994, 2010 e 2014, e Iugoslávia: 1970, 1978, 1990, 1998 e 2002. A ex-União Soviética ganhou três Mundiais, em 1967, 1974 e 1982. O Brasil foi bicampeão em 1959 e 1963. Argentina tem um título, em 1950, assim como Espanha, em 2006.

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Estreia - Brasil deslancha no 2º tempo e vence a Nova Zelândia na estreia do Mundial

Time de Aleksandar Petrovic volta a entrar em quadra nesta terça-feira, quando encara a Grécia de Giannis Antetokounmpo

Redação, Estadão Conteúdo

01 de setembro de 2019 | 08h51

Nervosa, a seleção brasileira fez um primeiro tempo ruim, mas deslanchou a partir do terceiro quarto e estreou com vitória por 102 a 94 sobre a Nova Zelândia no Mundial de Basquete, que está sendo realizado na China. Recuperado de uma lesão muscular na coxa, Alex Garcia foi fundamental para a mudança de postura do Brasil.

O ala de 39 anos, que, assim como Leandrinho e Anderson Varejão, disputa o seu quinto Mundial, anotou 14 pontos e quatro rebotes e comandou a vitória do time do técnico croata Aleksandar Petrovic na Youth Olympics Sports Park, em Nanjing.

Rafa Luz, com 15 pontos, seis assistências e quatro rebotes, e Leandrinho, cestinha e eleito o craque do confronto com 22 pontos, também foram decisivos para o triunfo brasileiro diante dos neozelandeses. Marquinhos contribuiu com 12 pontos e Cristiano Felício foi essencial no garrafão, pegando 13 rebotes. Pela Nova Zelândia, Cory Webster brilhou nas bolas de três e foi o principal pontuador: 19 pontos.

Depois de um primeiro tempo em que o nervosismo claramente atrapalhou, visto que o Brasil não encaixou seu jogo e deu espaço para Corey Webster e Rusbatch acertarem uma série de arremessos de três - a primeira etapa terminou em 50 a 50 - o time brasileiro decolou a partir da metade do terceiro período.

A Nova Zelândia chegou a abrir seis pontos de vantagem no começo do terceiro quarto, mas o Brasil reagiu rapidamente com a entrada de Alex e acertou em quadra. A marcação passou a funcionar melhor e a seleção brasileira retomou a liderança com uma bola de três de Marquinhos. Leandrinho também apareceu bem e ajudou a equipe a colocar uma diferença de pontos considerável no placar. Nos dez minutos finais, a seleção se manteve agressiva e sustentou a vantagem para estrear com vitória na China.

"Foi um jogo difícil. No segundo tempo, nosso treinador fez um bom trabalho, colocando Alex Garcia. Ele mudou completamente o jogo para nós. É também é uma honra estar aqui. Algumas pessoas dizem que eu sou velho. É claro que não sou tão rápido quanto era há alguns anos, mas não acho que sou velho", disse Leandrinho após a partida.

"Chegamos a este jogo com algumas dúvidas e sofremos muito nos primeiros minutos por causa da forma como eles estavam se recuperando. Eles fizeram algumas bolas de três nos primeiros dez minutos, mas no final, Alex, que teve alguns dias de folga devido a um problema muscular, foi o cara que mudou o jogo para nós. Ele trouxe fogo para a nossa equipe", analisou o técnico Aleksandar Petrovic.

O Brasil retorna à quadra nesta terça-feira, às 9 horas (de Brasília). O adversário na segunda rodada da primeira fase será a Grécia, de Giannis Antetokounmpo, astro da NBA. O jogo deve ser decisivo para as pretensões brasileiras no torneio. Os gregos ainda fazem seu primeiro jogo neste domingo, diante de Montenegro.

Neste ano, o Mundial ganha ainda mais importância pois classifica sete países para os Jogos Olímpicos de Tóquio-2020. Para conseguir um lugar na Olimpíada do próximo ano, o Brasil precisa terminar o torneio entre os dois melhores times das América. Argentina, Canadá, Estados Unidos, Porto Rico, República Dominicana e Venezuela são os concorrentes.

OUTROS JOGOS

Nos outros três duelos da primeira rodada já encerrados neste domingo, a Austrália superou o Canadá por 108 a 92, a Turquia derrotou o Japão por 86 a 67 e a República Dominicana despachou a Jordânia por 80 a 76. Ainda haverá quatro partidas que fecharão a rodada de abertura neste domingo.

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2º jogo - Com grande reação, Brasil bate Grécia e avança à 2ª fase no Mundial de Basquete

Seleção brasileira consegue parar o melhor jogador da NBA Giannis Antetokounmpo com experiência de Varejão, Alex García e Leandrinho

Redação, O Estado de S.Paulo

03 de setembro de 2019 | 11h20

Com uma grande reação no segundo tempo, a seleção brasileira bateu a Grécia por 79 a 78, nesta terça-feira, em Nanquim, na China, e conquistou a sua segunda vitória em dois jogos no Mundial Masculino de Basquete. O time nacional havia estreado com um triunfo sobre a Nova Zelândia, no último domingo, e agora assegurou a sua classificação à segunda fase com uma rodada de antecedência.

O pivô Anderson Varejão, com 22 pontos e nove rebotes, foi o grande destaque do Brasil no confronto, válido pelo Grupo F do torneio. Ele terminou como cestinha do jogo, logo à frente do grego Georgios Printezis, com 20.

Ao ganhar este duelo, a equipe nacional se garantiu na liderança isolada da chave, com quatro pontos, antes de fechar a sua campanha na primeira fase na quinta-feira, às 5 horas (de Brasília), contra Montenegro. 

No outro duelo da segunda rodada deste Grupo F disputado nesta terça, a Nova Zelândia superou os montenegrinos por 93 a 83 e manteve vivas as suas chances de classificação à próxima fase do Mundial ao chegar aos três pontos, mesma pontuação dos gregos, vice-líderes. Este resultado ajudou o Brasil, que ganhou a chance de assegurar avanço no torneio com uma vitória sobre os gregos. Com duas derrotas em dois duelos, Montenegro ocupa a lanterna, com dois pontos. Os dois primeiros colocados de cada chave avançam ao estágio seguinte da competição.

Este duelo com a Grécia era considerado o maior desafio do Brasil neste estágio do Mundial, principalmente pelo fato de que os gregos contam com o ala Giannis Antetokounmpo, eleito MVP (jogador mais valioso, na sigla em inglês) da última temporada da NBA pelo Milwaukee Bucks.

E os gregos exibiram força ao terminarem os dois primeiros quartos do jogo em vantagem no placar, com 19 a 15 e depois 40 a 30. Porém, a equipe brasileira deu início a uma grande reação no terceiro período, no qual tirou uma diferença que chegou a ser de 17 pontos e fechou vencendo por 56 a 53, antes de triunfar com a vitória por 79 a 78 no tempo derradeiro.

No finalzinho da partida, logo após Leandrinho desperdiçar um lance livre e converter o outro, o brasileiro Didi cometeu um erro infantil ao fazer uma falta em Sloukas quando o grego tentou fazer um arremesso ainda na quadra defensiva, a dois segundos do fim. Com isso, ele deu a oportunidade ao rival de arremessar três lances livres. O grego acertou os dois primeiros, mas errou o terceiro e a vitória ficou com o Brasil.

Marquinhos, com 15 pontos, e Leandrinho e Alex, com 13 pontos cada, foram os outros principais destaques da seleção brasileira. Pelo lado grego, Antetokounmpo foi bem marcado pelos brasileiros e somou 13 pontos, sendo que foi excluído de quadra ao cometer a sua quinta falta, sofrida por Leandrinho, no final da partida. Na parte ofensiva, Nick Calathes foi o segundo maior cestinha da sua equipe, com 16 pontos.

Na quinta-feira, às 9h (de Brasília), gregos e neozelandeses medirão forças na partida que finalizará este Grupo F do Mundial realizado em solo chinês.

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Análise do 2º jogo - Veteranos da seleção brasileira de basquete mostram que podem decidir

Anderson Varejão, Alex Garcia, Leandro Barbosa e Marquinhos brilham em vitória sobre a Grécia no Mundial

Redação, O Estado de S.Paulo

03 de setembro de 2019 | 14h37

Anderson Varejão, Alex Garcia, Leandro Barbosa, Marquinhos. Os veteranos da seleção brasileira de basquete foram destaque na vitória sobre a Grécia por 79 a 78 e mostraram para os desavisados o real motivo de estarem mais uma vez em um mundial defendendo o Brasil. Claro que a renovação da modalidade no País é lenta, mas esses nomes só estão no grupo porque ainda conseguem jogar em alto nível.

Foram eles que assumiram a responsabilidade nos momentos de maior dificuldade, principalmente quando o Brasil estava com uma desvantagem de 17 pontos. Ofensivamente, todos eles passaram dos dois dígitos de pontuação - Alex Garcia (13), Anderson Varejão (22), Marquinhos (15) e Leandrinho (13) - mas o grande destaque fica pelo lado defensivo. 

Varejão, com 36 anos, e Alex, 39, foram implacáveis no momento de defender Giannis Antetokounmpo. O astro do Milwaukee Bucks e eleito melhor jogador da última temporada da NBA ficou limitado aos 13 pontos. Considerado um atleta completo, por conseguir jogar na armação e dentro do garrafão, o ala não conseguiu ser dominante como é atuando na principal liga de basquete do mundo.

O resultado positivo nesta terça-feira, em Nanquim, na China, além de garantir o segundo triunfo da equipe pelo Grupo F, também coloca o Brasil na próxima fase de forma antecipada. Agora, o técnico Aleksandar Petrovic poderá diminuir um pouco os minutos de seus jogadores mais experientes contra Montenegro.

AULA NA PRÁTICA

Dos jogadores mais jovens do grupo, o principal destaque fica por conta de Bruno Caboclo. Depois de se recusar a entrar em uma partida da Copa América de 2017 e ser excluído da competição por indisciplina pela comissão técnica, o ala parece estar mais maduro. Sem afobação, conseguiu espaçar a quadra no ataque e fez um bom trabalho na defesa quando foi exigido contra Giannis Antetokounmpo. Sempre sendo orientado pelos mais velhos.

Já o outro grande nome do futuro do basquete nacional quase entregou a vitória no fim. Didi entrou nos segundos finais do jogo, no lugar de Rafa Luz, que tinha cometido a quinta falta, e cometeu um falta desnecessária na defesa da Grécia. Para a sorte do ala e do Brasil, Kostas Sloukas converteu apenas dois dos três lances livres que teve direito e não levou o confronto para a prorrogação. 

No fim do jogo, enquanto os jogadores comemoram a vitória, uma imagem chamou a atenção. Com 39 anos, Alex Garcia apareceu consolando o jovem de apenas 20 pela besteira que fez e quase custou o resultado. Por isso a experiência desses atletas é importante para a seleção. Eles já passaram por muitas coisas com a camisa verde e amarela, principalmente por duras derrotas, e estão prontos para ensinar os mais jovens enquanto ainda tem gana e garra para jogar em alto nível.

 

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Varejão destaque contra a Grécia - 'A gente mostrou a força do nosso grupo'

Jogador foi o grande destaque da equipe na vitória sobre a Grécia, pelo Mundial de Basquete

Redação, Estadão Conteúdo

03 de setembro de 2019 | 14h48

Autor de 22 pontos e nove rebotes no jogo em que a seleção brasileira desbancou o favoritismo da Grécia e venceu por 79 a 78, nesta terça-feira, em Nanquim, na China, Anderson Varejão foi o grande destaque do time nacional no confronto válido pelo Mundial de Basquete. O triunfo garantiu a classificação da equipe à segunda fase da competição, na qual também assumiu a liderança do Grupo F, com quatro pontos, antes de fechar campanha nesta chave na próxima quinta, contra Montenegro.

Ao comentar a segunda vitória brasileira em dois jogos - no último domingo superou a Nova Zelândia em sua estreia -, o ex-jogador do Cleveland Cavaliers e do Golden State Warriors destacou que o feito diante da seleção de Giannis Antetokounmpo, eleito MVP (jogador mais valioso) da temporada passada da NBA pelo Milwaukee Bucks, provou a força do time nacional.

"Vitória difícil. Eu acredito que ninguém aqui no ginásio acreditava que a gente pudesse ganhar e até muita gente no Brasil também não acreditava, mas o basquete é decidido dentro de quadra, são 40 minutos e se você desrespeitar o adversário, você vai ser surpreendido. Hoje a gente mostrou a força do nosso grupo, um grupo fechado, um jogando pelo outro, é uma sensação maravilhosa a gente ganhar um jogo desses que ninguém acreditava, mas nós acreditávamos", ressaltou Varejão após brilhar contra os gregos.

Em seguida, o pivô já projetou o duelo com Montenegro, marcado para começar às 5 horas (de Brasília) de quinta-feira, em Nanquim. "Falamos antes do jogo (desta terça) que na quadra são cinco contra cinco, temos muita gente no banco querendo entrar e vamos pra cima dos caras. Sabíamos do potencial da Grécia, mas a gente também sabia do nosso, então fomos pra cima e conseguimos a vitória. Agora é manter o foco contra Montenegro para chegarmos fortes na próxima fase", completou o brasileiro.

O ala Marquinhos, com 15 pontos, foi o segundo maior destaque ofensivo do Brasil na vitória sobre os gregos e exaltou a reação da equipe comandada pelo técnico Aleksandar Petrovic depois de fechar o segundo quarto do confronto em desvantagem de 40 a 30 no placar.

"O mau momento se deveu à qualidade da Grécia e também um pouco de insegurança nossa, saímos um pouco do padrão que a gente desenhou para a partida, mas depois que a gente conseguiu colocar a cabeça no lugar, respirar, a rotação encaixou, conseguimos atacar os pontos fracos deles, aí a gente teve uma eficiência muito grande, colocamos eles para jogarem cinco contra cinco, aí eles sofrem muito, e botamos pressão", analisou Marquinhos.

O jogador também destacou o fato de que Petrovic seguiu acreditando na reação do Brasil após o desempenho ruim no segundo quarto do jogo, sendo que em certo momento da partida a equipe chegou a estar perdendo por 17 pontos de diferença.

"No segundo tempo a gente cresceu ofensivamente e eles sentiram muito. O Petrovic é um cara muito positivo. No intervalo ele falou: 'Em três minutos a gente vai entrar no jogo'. E não demorou nem isso. A gente encaixou um time bem flexível, defendemos bem, corremos toda a quadra, o Alex atacou muito bem, abriu bem a quadra para os nossos chutadores e foi assim que conseguimos a vitória, sem nunca sair da nossa tática de jogo", reforçou o ala.

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ANÁLISES > Especialistas comentam a fase do basquete do Brasil

Convidamos dois especialistas na modalidade para comentar o desempenho da equipe na competição

Paulo Favero, O Estado de S.Paulo

06 de setembro de 2019 | 04h30

A boa campanha do Brasil no Mundial Masculino de Basquete está deixando o torcedor empolgado com o time do técnico Aleksandar Petrovic. A seleção passou por Nova Zelândia, a favorita Grécia e venceu ainda Montenegro. Com 100% de aproveitamento, o time se classificou para a próxima fase na primeira posição e ainda sonha com a vaga nos Jogos de Tóquio.

O Estado convidou dois especialistas no assunto a falar sobre o desempenho da seleção brasileira. O primeiro é Marcelinho Machado, ex-capitão da equipe e que tem uma longa trajetória com a camisa do Brasil. O segundo é o armador Gegê, cinco vezes campeão do NBB e que agora está no Pato Basquete (PR).

"A primeira fase do Brasil foi excelente, superando as expectativas. A gente sabia que era um grupo difícil, que lutaria para passar para a segunda fase, mas ficamos em primeiro e ganhamos da Grécia. Mais do que as vitórias, o time está mostrando maturidade e uma forma de jogar que passa confiança à torcida. O campeonato está muito equilibrado, mas acho que o Brasil se coloca no grupo das seleções que estão apresentando um grande basquete. O céu é o limite e vamos sonhar alto."

Marcelinho Machado, ex-capitão da seleção brasileira

 

"Estou muito feliz em ver o Brasil jogando dessa maneira. Temos um grupo forte, talentoso e equilibrado entre atletas experientes e jovens. A primeira fase ajudou a dar mais confiança, a mostrar que é possível sonhar e alçar voos mais altos. Temos um jogo importante agora contra a República Checa e, depois, contra os Estados Unidos. E nosso jogo está muito sólido e consistente. Acredito muito que a seleção tem tudo para chegar longe."

Gegê, armador do Pato Basquete (PR)

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4º jogo - Brasil perde da República Checa, por 93 a 71, no Mundial de Basquete Masculino

Para alcançar as quartas de final da competição, os brasileiros terão de vencer os norte-americanos, segunda-feira, às 9h30

Redação, Estadão Conteúdo

07 de setembro de 2019 | 08h06

A seleção brasileira sofreu, neste sábado, a primeira derrota no Mundial de Basquete Masculino, que está sendo realizado na China, ao perder para a República Checa por 93 a 71, em duelo válido pelo Grupo K da segunda fase.

Com este resultado, os checos assumiram a liderança da chave com sete pontos, ao lado do Brasil, enquanto Estados Unidos têm seis e a Grécia soma cinco. Norte-americanos e gregos ainda se enfrentam neste sábado.

Para alcançar as quartas de final da competição, os brasileiros terão de vencer os norte-americanos, segunda-feira, às 9h30, para também seguir com chances de conseguir a vaga direta para os Jogos Olímpicos de Tóquio. Caso contrário, terá de disputar o pré-olímpico.

Após vencer na primeira fase Nova Zelândia, Grécia e Montenegro, o Brasil fez sua pior partida na competição e perdeu os quatro quartos para a República Checa. O mais equilibrado foi o último, quando os checos venceram por 28 a 25. Satoransky e Balvín foram os destaques da equipe europeia.

Ao contrário do que vinha apresentando no Mundial, a seleção brasileira não mostrou a mesma determinação na marcação e o entusiasmo no ataque. O técnico Aleksandar Petrovic fez várias alterações na equipe na busca de encontrar uma melhor formação. Sua atitude deu algum resultado, pois Benite entrou e foi o cestinha da equipe, com 12 pontos. Marcelinho Huertas e Leandro Barbosa anotaram 11 pontos.

Em outro jogo da segunda fase, a Austrália derrotou a República Dominicana por 82 a 76 e garantiu vaga nas quartas de final. Outros resultados deste sábado pela disputa do 17º ao 32º lugar: Nova Zelândia 111 x 81 Japão e Canadá 126 x 71 Jordânia.

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Brasil perde no mundial de basquete para os EUA e está eliminado Ng Han Guan|AP

Fim do sonho - Brasil perde dos EUA, cai no Mundial e jogará Pré-Olímpico por vaga em Tóquio

Equipe luta, mas se despede de competição na China com derrota por 89 a 73 diante de um dos favoritos

Redação , O Estado de S. Paulo

Atualizado

Brasil perde no mundial de basquete para os EUA e está eliminado Ng Han Guan|AP

A seleção brasileira masculina de basquete lutou o quanto pôde e encarou os Estados Unidos de igual para igual até a metade do terceiro período, mas não resistiu à força dos norte-americanos, que nesta segunda-feira venceram por 89 a 73, na cidade de Shenzhen, pela rodada final da segunda fase, em um resultado que eliminou o Brasil do Mundial da China e acabou com as chances de uma classificação direta aos Jogos Olímpicos de Tóquio-2020, no Japão.

Depois de vencer as três partidas pela primeira fase - contra Nova Zelândia, Grécia e Montenegro -, a seleção brasileira só precisava ganhar uma na segunda etapa do Mundial para avançar às quartas de final. A maior chance era no último sábado contra a República Checa, mas o time comandado pelo técnico croata Aleksandar Petrovic foi facilmente batido por 93 a 71. Nesta segunda-feira, os gregos ainda ajudaram ao derrotar os checos por 84 a 77, porém era necessário superar os Estados Unidos.

Com a derrota, o Brasil perde a chance também de ficar com uma das duas vagas diretas das Américas, através do Mundial, para os Jogos Olímpicos de Tóquio-2020. Classificados às quartas de final, Estados Unidos e Argentina já se garantiram. Aos brasileiros, que ficaram entre os 16 melhores na China, resta agora buscar a classificação em um dos Pré-Olímpicos mundiais, em junho do ano que vem. Serão 24 seleções, divididas em quatro grupos de seis - apenas o campeão de cada torneio garante vaga e fica entre os 12 que vão ao Japão.

"A gente lutou. Todos os jogos. Conseguimos passar em primeiro no grupo. Três vitórias. Uma em cima da Grécia que ninguém acreditava. A gente teve um jogo muito ruim contra a República Checa, que custou caro. A gente fez tudo, do início ao fim, mas não foi suficiente. A gente sabe que não é fácil ganhar deles (Estados Unidos). Eles não são o que são por acaso. A gente tem que levantar a cabeça aqui e saber que não fez vergonha, bateu de frente com todo mundo", disse o desolado Anderson Varejão, logo após a derrota.

Pelo Grupo K, o Brasil terminou a segunda fase na quarta e última colocação. Por conta do saldo de pontos, o time terminou o Mundial na 13.ª colocação. A partida desta segunda-feira pode ter sido a última de alguns jogadores experientes na competição. São os casos de Anderson Varejão, com 36 anos, Marcelinho Huertas, com a mesma idade, Leandrinho, com 37, e Alex, com 39. Antes, porém, todos devem se colocar à disposição para o ano que vem, no Pré-Olímpico.

Durante o jogo, a reclamação dos atletas contra a arbitragem foi grande. Ainda no segundo quarto, Aleksandar Petrovic levou duas faltas técnicas e foi excluído da partida, invadindo a quadra para reclamar. Leandrinho, no último quarto, já com o jogo definido, fez o mesmo para pedir duas faltas que não foram dadas.

Em quadra, Anderson Varejão terminou com 14 pontos, sete rebotes e três assistências. Vitor Benite, em seu melhor jogo, anotou 21 pontos, sendo o cestinha da partida, e Leandrinho fez 14. Nos Estados Unidos, Kemba Walker marcou 16, mesmo número que Myles Turner, com oito rebotes. Harrison Barnes anotou outros 10 pontos.

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