Advogados de Kobe Bryant contra-atacam

Uma acusação inusitada pôs fogo no polêmico caso de estupro envolvendo Kobe Bryant, jogador do Los Angeles Lakers e um dos maiores astros da NBA. A mulher de 19 anos que o acusou teria feito sexo 15 horas depois de ter sido violada - o que supostamente ocorreu em 30 de junho do ano passado, num hotel em Colorado, EUA, onde ela trabalhava como recepcionista.A acusação foi feita pela advogada de Kobe Bryant, Pamela MacKey, em audiência realizada na segunda-feira. E nesta terça, o advogado da acusadora, John Clune, disse que não passa de um insulto "sem sentido". "Qualquer um que tente provar essa versão simplesmente vai se dedicar a caçar fantasmas."Segundo ele, é hora de se concentrar na conduta do acusado, e não em aspectos falsos da vida particular se sua cliente.A advogada de Kobe Bryant foi bastante específica ao apresentar sua tentativa de desabonar a acusada. Disse que ela tinha mantido relações sexuais com vários homens antes do suposto estupro e voltou a fazê-lo na manhã seguinte. E mais: que dois dos parceiros serão usados como testemunhas pela acusação.O promotor Marl Hurlbert considerou que os argumentos são baseados em meros rumores. Mas o advogado de defesa Hal Haddon insistiu, argumentando que mostras de sêmen encontradas na roupa íntima da jovem não eram do jogador. A defesa também considera que uma possível decepção da acusadora pode tê-la levado a se aproximar de Kobe Bryant, a fim de chamar a atenção do ex-namorado.A jovem já assumiu que fez sexo com outro homem dois dias antes do suposto estupro.

Agencia Estado,

02 de março de 2004 | 19h30

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