Ameaçada supremacia do Dream Team

O Campeonato Mundial de Basquete Masculino começa nesta quinta-feira com a sensação generalizada de que Indianápolis pode viver um momento histórico: a primeira derrota de uma equipe norte-americana formada por jogadores da NBA. Desde 1992, quando os profissionais da liga norte-americana começaram a participar das competições internacionais, os Estados Unidos mantém um recorde de 53 vitórias e nenhuma derrota. A Iugoslávia, atual campeã européia, é a maior ameaça para a quinta edição do ?Dream Team?. Curiosamente, seis iugoslavos atuam na liga norte-americana, entre elas Pedrag Stojakovic, ala do Sacramento Kings. A primeira derrota dos Estados Unidos esteve perto de acontecer nos Jogos Olímpicos de 2000, em Sydney, contra a Lituânia, quando Sarunas Jacevicius errou um arremesso de três pontos. O lance o teria colocado na história, junto com o soviético Alexander Belov, que marcou a cesta que provocou a primeira queda dos norte-americanos numa Olimpíada, em Munique, em 1972. Charles Barkley, membro do inesquecível ?Dream Team? ao lado de Magic Johnson, Larry Bird e Michael Jordan - equipe que conquistou ouro nos Jogos de 92 -, alerta sobre a qualidade dos adversários. ?É uma questão de tempo para sermos derrotados?. Mas os norte-americanos entram como favoritos no Mundial. Contam com bons jogadores como Elton Brand, Baron Davis, Jermaine O? Neal e Jay Williams, comandados por Reggie Miller e pelo técnico George Karl. Reggie Miller é a única estrela norte-americana, enquanto que os demais astros da NBA preferiram se dedicar a outros compromissos. A lista de ausências é grande, começando por Shaquille O?Neal, passando por Kobe Bryant, Allen Iverson, Tracy McGrady, Tim Duncan, Antoine Walker e Kevin Garnett. O treinador George Karl ignora a ausência das estrelas. ?A única coisa que nos interessa é vencer as partidas?, revelou. Os norte-americanos reconhecem a responsabilidade. ?Sabemos de tudo o que está em jogo. Estamos defendendo a honra do país?, afirmou Reggie Miller. Os iugoslavos são os maiores candidatos a novos reis do basquete, mas reconhecem a diferença técnica que os separa dos adversários norte-americanos. ?São necessários doze jogadores excelentes para derrotar os americanos. Temos que trabalhar muito para nos igualarmos a eles?, declarou Dejan Bodiroga.

Agencia Estado,

28 Agosto 2002 | 17h39

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