Americana acaba com basquete feminino

Quando a Federação Paulista de Basquete fizer a lista das equipes que disputarão o torneio estadual feminino nesta segunda-feira, prazo final para inscrição, a Unimed/Americana não estará relacionada. "O time está definitivamente fora, acabou. Eu, inclusive, já liberei as meninas, a maioria delas vai jogar na Europa", afirmou, hoje, o técnico Paulo Bassul, que também está viajando para um período de reciclagem - vai acompanhar o trabalho de técnicos dos Estados Unidos e Europa. "A Silvia vai para Portugal, a Ega e a Cíntia para a Espanha, país que também poderá receber a Cris. A Lílian e a Geisa ainda estão negociando, mas também podem ir para a Europa", afirma Bassul, admitindo que as equipes estão cada vez mais esvaziadas. Praticamente todas as jogadoras da seleção brasileira, incluindo destaques como Iziane, atuam no exterior. O projeto de Americana dura sete anos e o time adulto, que disputou todas as finais de torneios da última temporada - foi campeão paulista e vice brasileiro - que consumia o maior volume de recursos deixa de existir. A Unimed manterá as categorias de base e as escolinhas, com cerca de 500 meninas. A mulher de Bassul, Mila, continuará coordenando a formação de base. Bassul vai a Connecticut, trabalhar por algumas semanas com o técnico Geno Auriema, cinco vezes campeão da Liga Universitária e assistente-técnico da seleção americana, visitará a técnica Maria Helena Cardoso, na Espanha, e também fará um período de treinamento na Europa. "Quando voltar penso em trabalhar em algum projeto para o Nacional." Disse que está triste pelo fim do projeto, após sete anos, mas pessoalmente entende com o fim de um ciclo. "O basquete feminino é mestre em sobreviver aos baques", observa. Mas acha que é preciso reverter o processo de saída de jogadoras e falta de equipes no basquete interno. Bassul, inclusive, encaminhou um projeto - há cerca de seis meses, quando ainda estava trabalhando com a seleção - para a Confederação Brasileira de Basquete. "Basicamente, a proposta é de criar uma Liga Nacional que dure seis meses, envolvendo todos os Estados. Temos de criar uma situação para que outros locais, sem ser o interior do Estado de São Paulo, tenham interesse em manter equipes."

Agencia Estado,

13 de fevereiro de 2005 | 19h29

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