Zaramello Jr./Divulgação - Esportes Unimed
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Americana derrota Maranhão e chega à final da Liga de Basquete Feminino

Com Iziane em tarde pouco inspirada, equipe paulista avança e se mantém na luta pelo bicampeonato

Alessandro Lucchetti, O Estado de São Paulo

24 de março de 2013 | 17h45

AMERICANA - Iziane maltratou o aro do Ginásio Centro Cívico, na derrota de seu time, o Maranhão Basquete, para Americana, na segunda partida da semifinal da Liga de Basquete Feminino neste domingo, no interior paulista. A jogadora-símbolo da equipe acertou sua primeira cesta quando o time paulista já vencia por 40 a 15, no final do segundo quarto. Antes e depois, errou bastante, chegando a enviar duas “air balls”, arremessos que sequer acertam o aro.

Com sua principal jogadora bem aquém de suas possibilidades, o Maranhão foi batido por 76 a 59 (40 a 22 no primeiro tempo). Americana começa a decidir o título, em série disputada em melhor de três partidas, contra o Sport Recife, no próximo sábado, em seu ginásio.

Na avaliação de Antônio Carlos Barbosa, o treinador do Maranhão, Iziane está sem ritmo desde a Olimpíada. Depois de ser cortada da seleção brasileira por indisciplina, ela se incorporou ao Washington Mystics com a temporada em andamento, apenas para compor o elenco. Como o início d a temporada da Liga de Basquete Feminino foi adiado por falta de patrocínio, o Maranhão só se juntou para treinar no dia 8 de janeiro, e estreou no dia 27. “Não tivemos chance de ganhar entrosamento, mesmo porque o campeonato é de tiro curto, de turno único”, diz Barbosa. “Fica difícil concorrer com os times paulistas, que disputam um Estadual forte. Hoje (ontem) nosso time começou devagar, foi para as cordas e ficou esperando o nocaute”, acrescenta.

Na próxima LBF, Barbosa pretende reunir o time pelo menos 60 dias antes, para treinos. Além disso, o Maranhão tenta acertar um convênio com a prefeitura de Cruzeiro, no Vale do Paraíba, para poder disputar o Campeonato Paulista, que tem início programado para agosto.

Depois de perambular por vários países, Iziane criou raízes no Maranhão. Ela faz parte dos planos da equipe nas duas próximas temporadas. O envolvimento levou a jogadora e algumas colegas às lágrimas depois da eliminação. “Se não der certo de jogarmos o Paulista, posso ir jogar na WNBA ou na Europa, mas na próxima Liga estarei aqui. A prioridade é o Maranhão.”

Os planos de Iziane ainda incluem a seleção. Ela não voltou a conversar com Hortência depois de seu corte. A jogadora cometeu transgressão disciplinar ao levar o namorado, o norte-americano Ritchie, para o hotel onde a seleção se concentrava em Lille, na França, durante a preparação para a Olimpíada.

“Se for convocada, é a minha obrigação me apresentar”, diz Iziane, que continua achando que não foi tão indisciplinada assim. “Como o meu namorado mora nos EUA, eu não o via fazia três meses. Meu caso era diferente dos das outras atletas”, disse a jogadora, autora de 17 pontos contra Americana, ontem.

O técnico da seleção brasileira, Luiz Cláudio Tarallo, já declarou que as portas da seleção não estão fechadas para Iziane.

Em maio, o Brasil disputará dois amistosos contra equipes da WNBA - no dia 13, enfrenta o Atlanta Dream, e no dia 15 joga contra o Washington Mystics.

Além de Iziane, o Maranhão tem mais duas jogadoras nascidas no estado – Maria Cláudia e Rayana. E pretende ter mais. No mês que vem, Barbosa vai voltar ao interior maranhense e fará palestras em várias cidades, como Bacabal, Imperatriz e Pinheiros. “Queremos formar técnicos e ajudar o basquete a continuar crescendo no estado”, diz o treinador. 

Enquanto isso, Americana já pensa na decisão contra o Sport. O esquadrão formado pelo clube pernambucano não chega a assustar o técnico Zanon, que tenta conduzir a equipe ao bicampeonato da Liga. O treinador só vai se preocupar com Erika se o treinador do time de Recife criar movimentações para a pivô fora do garrafão. “Pivô parado acaba morrendo”. Outra parte importante de sua estratégia é cortar as linhas de passe de Adrianinha. De resto, vai tentar mostrar às jogadoras que o Leão, como é conhecido o Sport, não é “um bicho de sete cabeças”. “Não sou de respeitar demais os adversários. Vamos pra cima.”

Americana é um time difícil de marcar. Ontem, a equipe teve três cestinhas com 12 pontos: Rooneka, Clarissa e Karla.

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