Anderson Varejão dá força à Nossa Liga

Anderson Varejão, pivô do Cleveland Cavaliers, da NBA, e da Seleção Brasileira de Basquete, é mais um atleta que apóia fortemente as mudanças nas diretrizes da Confederação Brasileira. Ontem, em São Paulo, pediu a valorização dos atletas que atuam no Brasil. Segundo o jogador, de 22 anos, a saída é dar crédito à Nossa Liga de Basquete - que não tem o aval da CBB. "É muito importante apoiar a Nossa Liga (presidida por Oscar Schmidt). Ela quer valorizar e respeitar os atletas. A liga precisa de uma chance. Não é para entrar em polêmica. Em quatro anos joguei em duas ligas. A CBA, da Espanha, e a NBA. As duas têm ótimas relações com suas Federações Nacionais. É preciso dar uma chance à Nossa Liga", ressaltou Anderson, que estreou na NBA após quase três anos atuando no Barcelona. Apesar de ter deixado o país com apenas 19 anos para jogar no time da Catalunha, Anderson sabe das dificuldades que os atletas que disputam o Campeonato Nacional enfrentam. "Tem clube que não paga o jogador em dia; várias equipes viajam 12, 16 horas de ônibus quando vão disputar um jogo importante. Há três anos todo mundo viajava de avião. Piorou e se não mudar é capaz de o pessoal começar a ir jogar a pé", desabafou. "O jogador precisa ter o mínimo de conforto para pensar só em jogar basquete." Em Cleveland, Anderson conquistou os torcedores, que em algumas partidas apareciam com perucas imitando as madeixas do pivô de 2,09 m. "Depois dos jogos sempre vinha alguém que pedia: ?Posso tocar no seu cabelo??. Isso acontecia em Barcelona também." Quando jogava em Franca, Varejão mostrava caprichados penteados, feitos sempre pela mesma cabeleireira. "Hoje não dá mais tempo. Cuido sozinho. Desembaraço, passo creme e só. Desde que fui jogar na NBA, há oito meses, não cortei mais o cabelo." De férias da NBA, Anderson ficará até o fim do mês em Vitória, no Espírito Santo, onde treinará ao lado do preparador físico Mike Mancias, do Cleveland. "Estou me recuperando de uma lesão nos ligamentos do tornozelo esquerdo. Depois, quero me apresentar para a Seleção (que vai disputar a Copa América em agosto)." A competição valerá quatro vagas para o Mundial do Japão/2006.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.