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Anderson Varejão parte como favorito ao título da NBA

Finalista da Conferência Leste em 2008, Cleveland Cavaliers aposta na dupla Shaquille O'Neal e LeBron James

Rafael Bragança, Agência Estado

27 de outubro de 2009 | 07h46

O ala/pivô Anderson Varejão será o primeiro brasileiro a entrar em quadra na temporada 2009/10 da NBA. Defendendo o Cleveland Cavaliers, ele joga já nesta terça-feira à noite, na abertura do campeonato, contra o Boston Celtics. E parte como um dos favoritos ao título da liga norte-americana de basquete, uma conquista ainda inédita para os jogadores do Brasil.

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Na temporada passada, o time de Cleveland parou na final da Conferência Leste, quando foi derrotado pelo Orlando Magic, que acabou perdendo o título para o Los Angeles Lakers. Dessa vez, o Cavaliers está mais forte, com o reforço do pivô Shaquille O'Neal, que promete fazer grande dupla com o astro LeBron James. E isso deixa Anderson Varejão motivado.

Aos 27 anos, o capixaba Anderson Varejão é um dos três jogadores brasileiros que atuam na NBA - os outros são Nenê, do Denver Nuggets, e Leandrinho, do Phoenix Suns. E é o que tem maiores chances de ser campeão. "Este ano estamos mais fortes e o nosso objetivo é lutar por esse título inédito", avisa o ala/pivô do Cleveland Cavaliers, que diz estar no auge da carreira.

Agência Estado - Como está sendo formar dupla com Shaquille O''Neal no garrafão do Cleveland?

Anderson Varejão - Shaq encaixou muito bem na equipe, com o sistema de jogo do Cleveland e já está nos ajudando muito. A chegada dele aumenta o nível da equipe. Shaq é uma estrela, um jogador vencedor, campeão por onde passou e vai nos ajudar muito nesta temporada. Ter ele do lado é muito melhor do que enfrentá-lo.

Jogando com LeBron James há cinco temporadas, você o considera o melhor do mundo na atualidade?

Sim, com certeza. Apesar de jovem, LeBron é um jogador experiente, com uma capacidade de enxergar o jogo e fazer o time jogar que impressiona. É um jogador maduro, pronto e que é uma peça importante na equipe. Mas a maior qualidade que vejo nele é a humildade. Ele sabe que o time joga para ele e que o time joga com ele.

Como tem sido o convívio com LeBron e Shaq, duas das maiores estrelas da NBA?

LeBron e Shaq são estrelas mas não se comportam como estrelas, fazem parte do grupo e com as mesmas responsabilidades de todos. Está sendo muito bom, nossa pré-temporada foi muito boa e não vejo a hora de começar o campeonato.

Quais são os pontos fortes do elenco do Cleveland para 2009/10?

O Cleveland se reforçou bem para esta temporada. A equipe trouxe algumas peças importantes como Shaq, Leon Powe, Anthony Parker e Jamario Moon. Temos um grupo homogêneo, uma base que já joga junta há cinco anos e que tem um entrosamento muito bom, bem consolidado. Este ano estamos mais fortes e o nosso objetivo é lutar por esse título inédito.

Quais times são os principais adversários do Cleveland ao título?

Acho que ambas conferências estão fortes. Tudo é adversário, ninguém ganha no nome, mas nossos principais rivais, acredito, são Detroit Pistons, Boston Celtics, Miami Heat e Orlando Magic, por tudo o que fizeram nos últimos anos e pela maneira como se reforçaram para este ano. No Oeste há muitas equipes fortes: Los Angeles Lakers, Denver Nuggets, Dallas Mavericks, Utah Jazz, Phoenix Suns e San Antonio Spurs.

Com o bom momento na NBA e na seleção brasileira, você se considera no auge da carreira?

Acho que sim, estou me sentindo bem, jogando bem, e acho que no meu melhor momento. Mas ainda tenho muito a crescer e quero muito mais. Quero o título da NBA e ajudar o Brasil a voltar a conquistar títulos importantes, a estar entre os melhores do mundo, voltar à Olimpíada.

Falando em seleção, como vê este momento da equipe com o técnico Moncho Monsalve, após a conquista do título da Copa América. E o que esperar para o Mundial na Turquia, no ano que vem?

Moncho fez um excelente trabalho e os resultados falam por ele. Moncho é um ótimo técnico, de muito diálogo, que foi muito bem recebido e que conseguiu fazer um trabalho muito bom. Com um bom tempo para preparação e com o grupo completo, livre dos problemas de lesão, temos condições de chegar para jogar de igual para igual com qualquer equipe (no Mundial), pensando até em disputar uma medalha.

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