Fabio Motta/Estadão
Fabio Motta/Estadão

Motivado na seleção, Varejão diz: 'Voltar ao Brasil está em aberto'

Pivô volta a defender o Brasil nas Eliminatórias para o Mundial contra Chile e Venezuela e depois promete definir seu futuro

Entrevista com

Anderson Varejão, pivô da seleção brasileira

Marcius Azevedo, O Estado de S.Paulo

23 Novembro 2017 | 07h00

Jogador mais experiente do grupo da seleção masculina de basquete que enfrenta o Chile nesta quinta-feira, em Osorno, no primeiro jogo pelas Eliminatórias para o Mundial de 2019, o pivô Anderson Varejão, de 35 anos, está feliz por voltar a defender o Brasil. Ele ficou fora dos Jogos Olímpicos do Rio por causa de uma hérnia de disco e, agora, espera ajudar na reconstrução do time sob o comando do técnico croata Aleksandar Petrovic. Sobre o futuro, ao Estado, ele acena positivamente com o retorno ao basquete brasileiro. Sem clube desde fevereiro deste ano, quando foi dispensado pela campeão Golden State Warriors, da NBA, ele recebeu uma proposta do Flamengo para atuar no NBB.

Qual é sua percepção deste novo trabalho da seleção, novamente sob o comando de um treinador estrangeiro?

O técnico está chegando agora, um profissional com um excelente currículo como jogador e treinador. Ele está chegando para somar e ajudar o basquete brasileiro na nova caminhada. Ele está iniciando um trabalho de renovação com uma equipe que mescla jogadores experientes e jovens.

Qual contribuição ao time você pode dar neste momento?

Acho que trago minha experiência e liderança. Estou me sentindo muito bem fisicamente. Estou feliz em poder voltar a defender a seleção brasileira e muito animado também.

Como você vê o novo formato das Eliminatórias, agora mais parecido com o futebol?

Ainda não dá para saber se é mais fácil ou mais complicado de garantir vaga. É uma situação nova para todo mundo. Por um lado é bom porque os jogadores já estão em atividade em seus clubes e chegam à seleção em forma e com ritmo de jogo. Já os atletas que não estão atuando tanto, eles podem ter um pouco mais de dificuldades pela falta de ritmo.

Com este novo formato de disputa, o Brasil jogará mais vezes no País, algo que raramente acontecia em partidas oficiais. Como vê essa oportunidade de aproximação com o torcedor?

Falando por mim, que saí do Brasil muito novo, é uma oportunidade excelente de estar mais perto do nosso torcedor. Passei a maior parte da minha carreira jogando fora e toda vez que tenho a chance de voltar e atuar diante dos brasileiros é algo muito prazeroso. Isso pode ser importante para motivar a molecada mais nova e as novas gerações que pensam em jogar basquete.

Como viu todo o processo de suspensão da CBB e como avalia o atual momento?

Infelizmente, depois de uma Olimpíada e uma Copa do Mundo no País, o Brasil vive um momento delicado que afeta diretamente o esporte. Deveria ter sido diferente, mas esperamos e torcemos para que a situação melhore em breve e o esporte volte a ser valorizado e ter o prestígio de antes.

A seleção é o seu presente, mas o que pensa para o futuro? Vai voltar ao Brasil?

Estou de volta à seleção e meu foco agora são esses dois jogos contra Chile e Venezuela para só depois pensar nas possibilidades e decidir meu futuro. Voltar ao Brasil está em aberto.

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