Arquivo/AE
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Astro da NBA custa recorde de vitórias de universidade

Fraude em vestibular de Derrick Rose, do Chicago Bulls, faz NCAA punir a universidade de Memphis

21 de agosto de 2009 | 18h08

As universidades têm papel fundamental na formação esportiva nos Estados Unidos, e suas regras são fortes, não deixando de fora sequer jogadores de ponta da NBA. Nesta sexta, a NCAA, órgão que organiza os eventos esportivos, apagou o recorde da universidade de Memphis de 2008, quando chegou à fase final do basquete masculino, por causa do jogador Derrick Rose, que hoje joga no Chicago Bulls.

De acordo com a NCAA, outra pessoa realizou o teste de admissão à universidade em maio de 2007, em Detroit. Rose havia feito dois exames antes em sua cidade natal, Chicago, mas não obteve nota suficiente para conseguir a bolsa de estudos. A agência que administra o vestibular achou irregularidades no exame de Rose e fez uma profunda investigação.

Acuado, Derrick Rose decidiu não cooperar e, por consequência, teve seu exame anulado no começo de 2008. Mesmo sabendo disso, a universidade de Memphis optou por manter o atleta em seu programa. A NCAA também descobriu irregularidades nas contas da equipe de basquete, que teria gasto U$1.714,00 (cerca de R$ 3.136,00) em viagens para o irmão de Rose acompanhar o time, o que também é proibido.

Além de ter seu recorde de 2008 (38 vitórias e apenas duas derrotas) apagado, todo o programa esportivo da universidade de Memphis fica sob observação por três anos. A universidade também teve seu programa de golfe punido por inúmeras infrações.

O técnico do time, John Calipari, teoricamente o responsável por deixar Rose jogar mesmo impedido, não foi punido. Mas, curiosamente, o técnico já se envolveu em escândalo semelhante quando comandava a universidade de Massachusetts, em 1996. Na época, a universidade perdeu seu recorde por causa de Marcus Camby, pivô que hoje joga pelo Los Angeles Clippers. Camby havia aceitado dinheiro de um agente da NBA, o que é proibido pelas regras da NCAA.

"Sempre é uma boa indicação de que algo não está sendo feito de forma certa quando o recorde de sua escola é apagado do mapa. Não foi a primeira vez, mas espero que sirva de exemplo", disse Paul Dee, presidente do Comitê de Infrações da NCAA.

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