Michael Dwyer / AP
Michael Dwyer / AP

Astro dos Celtics já foi provocado por Curry, sofreu com a covid e assinou com empresa de Kanye West

Jaylen Brown faz parte do trio com Jayson Tatum e Marcus Smart que conduz o Boston na final da NBA contra o Golden State Warriors

Marcius Azevedo, O Estado de S.Paulo

10 de junho de 2022 | 10h00

O Boston Celtics tem um jogo-chave para se aproximar do título da NBA nesta sexta-feira, às 22h, quando recebe o Golden State Warriors, no TD Garden. A chance de abrir 3 a 1 na série passa pelas mãos de Jaylen Brown, que conduz o time de Massachusetts ao lado de Jayson Tatum e Marcus Smart na final. Ele tem uma ótima oportunidade de devolver uma antiga provocação de Stephen Curry.

Em 2017, quando Brown era apenas um calouro em Boston, eles se enfrentaram pela temporada regular no dia 8 de março. O episódio aconteceu no fim do terceiro período, quando Curry, que já havia conquistado o primeiro dos três títulos da NBA, tirou o adversário para dançar e acertou um arremesso de três pontos no estouro do cronômetro. O armador pediu para o novato ficar quieto.

À época, o jogador do Boston não entendeu o motivo da atitude do astro do Golden State. "Não sei o que foi aquilo. Eu não disse nada. Não abri minha boca", afirmou Brown, que anotou apenas três pontos contra 23 de Curry naquele jogo, mas saiu vitorioso, com um triunfo por 99 a 86. 

Brown sofreu um pouco para se consolidar na franquia de Massachusetts, mas agora, em um bom momento, pode devolver aquela provocação com o título. O ala-armador tem sido fundamental para o time, com médias de 22,6 pontos, 7,3 rebotes e 4,3 assistências nas finais. Na temporada regular, ele já havia registrado 23,6 pontos, 6,1 rebotes e 3,5 assistências, números parecidos com os dos playoffs: 22,9 pontos, 6,9 rebotes e 3,6 assistências.

O bom desempenho aconteceu depois de Brown ter uma recuperação difícil após testar positivo para covid-19, em outubro do ano passado. No retorno, o jogador, que ficou praticamente assintomático, sentiu que o corpo não era mais o mesmo ao tentar os costumeiros movimentos em quadra.

"Eu me sinto ótimo, mas aí parece que, em vez de jogar um jogo, sinto que tenha jogado três partidas", afirmou Brown, na época. "Estou acostumado com meu corpo recuperando e respondendo rápido. Sei que acabei de fazer 25 anos, mas não é o que parece. Meu corpo não se recuperou do mesmo jeito."

Ele conversou com os médicos da franquia e, enfim, conseguiu se recuperar totalmente. Ele se tornou inclusive o sétimo jogador a anotar 50 pontos em uma partida na história dos Celtics. A façanha foi alcançada contra o Orlando Magic, em janeiro deste ano. Agora continua com bom aproveitamento nas finais, superando diversas críticas que recebeu em alguns momentos ao longo da temporada por exagerar nas tentativas de arremessos. "Eles estão jogando juntos", elogiou o técnico Ime Udoka. "Sinto que atingimos um outro nível", completou.

RAPPER

Antes do primeiro jogo das finais da NBA, Brown falou sobre o acordo que fechou com a Donda Sports, empresa esportiva do rapper Kanye West. O acerto foi alvo de críticas por causa das diversas polêmicas do artista, que já faturou 21 Grammy's ao longo de sua carreira musical.

"Sempre que tomo uma decisão, eu penso profundamente nas coisas. Pelo que quero fazer, pelas missões que quero cumprir, foi uma decisão certa", explicou o jogador do Boston, quer acordos em que possa lutar pela justiça social. "As pessoas têm preocupações ou críticas, mas, no mundo em que vivemos, há preocupações e críticas em tudo", continuou. "Sinto que este é um bom momento na minha vida particular. Estou animado para construir e fazer coisas que sempre imaginei que queria dentro e fora da quadra".

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.